Guiné-Bissau confirma primeiro caso de mpox
MICHAEL LUNANGA/EPA
O ministro da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Quinhin Na Ntote, confirmou este sábado o registo de um primeiro caso da monkeypox (mpox) no país, detetado numa mulher de 27 anos.
Numa declaração ao país, Quinhin Na Ntote explicou que a paciente deu entrada nos serviços da Saúde Pública guineense no dia 24 de junho passado e, após análises laboratoriais, confirmou-se que estava infetada com o mpox.“Após a análise das amostras recolhidas de lesões cutâneas de uma paciente do sexo feminino de 27 anos, feita pelo laboratório do Instituto Nacional da Saúde Pública da Guiné-Bissau, confirmou-se positivo ao vírus de mpox pelo laboratório no dia 24”, afirmou o ministro.As mesmas análises foram enviadas ao Instituto Pasteur de Dacar que também confirmou que se trata de infeção pelo vírus mpox, assinalou Quinhin Na Ntote, em declarações consultadas pela Lusa na página oficial do Ministério da Saúde nas redes sociais.
O governante guineense destacou que após a confirmação em Dacar, o Ministério da Saúde Pública acionou mecanismos de resposta nacional em conformidade com o regulamento sanitário internacional e as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).Quinhin Na Ntote notou que foram iniciadas as investigações detalhadas ao caso, identificadas todas as pessoas que tiveram contacto com a paciente e reforçada a vigilância epidemiológica em todo o território nacional e nas fronteiras.O ministro apela à população guineense a reforçar a lavagem regular das mãos e ainda a evitar contacto com pessoas que apresentem febre e erupção cutânea.A mpox é uma doença viral que se propaga dos animais para os seres humanos, mas também é transmitida entre seres humanos, causando febre, dores musculares e lesões cutâneas.
Com uma nova variante em circulação, considerada mais perigosa do que a detetada em 2022, a OMS declarou em meados de agosto de 2024, o surto de mpox em África como emergência global de saúde, com casos confirmados entre crianças e adultos de mais de uma dezena de países.A OMS considera que em certos países africanos, nomeadamente na Costa do Marfim, Benim e Libéria, “a doença é quase que endémica”. *** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***









