CIÊNCIA

10h. Mundial. Seleção chega esta tarde ao Canadá


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10 horas. Está a começar o Jornal das 10, com edição da Carla Jorge Carvalho. Carla, o governo anuncia daqui a uma hora uma série de medidas para mitigar os efeitos do calor previsto para os próximos dias. O destaque vai para a criação de, pelo menos, um local de abrigo climatizado em todos os concelhos.
Está marcada para às 11h uma conferência de imprensa no Ministério da Saúde, que vai juntar governo e autoridades do setor. Vai ser apresentado o plano de saúde para as ondas de calor, que prevê uma forte articulação entre autoridades de saúde e autarquias. E a principal preocupação, Rui Casa Nova, é proteger as pessoas mais vulneráveis.
Sobretudo idosos e doentes crônicos. Por isso mesmo, todas as unidades locais de saúde devem passar a ter locais de abrigo temporário climatizados, isto de forma a poderem atenuar os efeitos das altas temperaturas previstas para os próximos dias. É o que avança o jornal Público. Uma fonte do governo adianta ao jornal que vai ser necessário um esforço de articulação entre as autoridades para os casos em que seja necessário garantir a deslocação de pessoas para os locais climatizados. Caberá, pois, às autarquias indicar quais serão esses locais de abrigo disponíveis em cada concelho e como podem ser precisamente acedidos. No fundo, na conferência de imprensa desta manhã, marcada para daqui a uma hora no Ministério da Saúde, deve ser anunciado um guia de boas práticas para os municípios seguirem. De resto, já ontem a ministra da Saúde veio garantir que os hospitais estão preparados para enfrentar esta vaga de calor, numa altura em que os termômetros podem chegar aos 40° em várias regiões do país.
Rui Casa Nova, com o que já é conhecido do plano que vai ser apresentado daqui a pouco pelo governo numa conferência de imprensa, relativamente às previsões do tempo, o IPMA acaba de anunciar que os distritos de Lisboa e de Setúbal vão estar sob aviso vermelho a partir de amanhã, quinta-feira. Um aviso vermelho que se vai estender na sexta-feira também aos distritos de Coimbra e de Leiria.
E o vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública esclarece que os abrigos climatizados não são uma novidade.
João Paulo Magalhães diz que a medida faz todo o sentido nesta altura, apesar de sublinhar que já constam dos planos de contingência de alguns municípios.
Estes refúgios, como são conhecidos locais de abrigo temporários, penso que será o senhor nome que ficará, não são novidade. Ou seja, já era algo que no âmbito dos planos de contingência e da relação da estrutura de saúde pública e municípios já acontecia em alguns locais, mas aqui pretende-se que essa expressão realmente esteja muito mais homogênea em todas as unidades locais de saúde. E faz sentido porque é precisamente para acomodar estas pessoas e para prevenir, para que pessoas que não tenham as condições estruturais, até do ponto de vista de habitação.
Análise do vice-presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, um dos convidados do Explicador desta manhã. Os hospitais ativaram o nível um do plano de contingência. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares sublinha que é provável que este nível tenha de aumentar face à subida das temperaturas.
Os hospitais, de facto, ativaram o nível um do plano de contingência. Basicamente, é um reforço dos quadros do pessoal, dos quadros dos serviços de urgência e, portanto, virão escalar níveis subsequentes do plano de contingência à medida que isso for sendo necessário. É muito provável que seja necessário. Geralmente, reforça-se com as pessoas que já temos a fazerem mais horas e, portanto, estamos a reforçar-
E com tarefeiros.
Com horas extraordinárias, com certeza, sempre horas extraordinárias, com pessoal dos serviços, nos casos em que seja necessário. E, portanto, existe também, eu diria, uma maior disponibilidade até dos próprios profissionais para responder a estas crises. Nós temos essa experiência, até em crises anteriores.
Xavier Barreto garante que os hospitais e os centros de saúde estão, na maioria, preparados para esta situação, mas apela ao Ministério da Saúde para que resolva os problemas que ainda existem em algumas unidades locais de saúde de forma atempada, unidades locais de saúde que não estão ainda climatizadas.
E o secretário-geral do PCP pede uma prevenção mais atempada.
Paulo Raimundo até elogia as medidas conhecidas neste momento, mas considera que a resposta a fenômenos climatéricos extremos deve ser planeada com mais antecipação.
Perante uma situação extrema, toma-se medidas. E está bem, está tudo bem. Agora, o nosso problema é que a contingência é todos os dias. Haja calor, haja chuva, haja frio. É todos os dias, como está a haver aqui. E, portanto, é isso que é preciso resolver. Todas as medidas para fazer face a uma situação concreta são bem-vindas. Nunca sabemos se são suficientes, nunca sabemos. Esperemos que sejam. Penso que é do agrado de todos, isso. Agora, o drama que é preciso enfrentar, de contingência, é todos os dias. E era isto que a ministra devia dizer, dizer assim: “Olha, vamos anunciar isto por causa da vaga de calor e vamos anunciar isto para resolver o problema do Serviço Nacional de Saúde.” Ora, nem faz uma coisa, pelos vistos, nem faz outra.
Paulo Raimundo, em declarações esta manhã aos jornalistas, durante uma visita a um centro de saúde do Cacém, voltou também a desafiar o primeiro-ministro a visitar esta unidade de saúde para constatar os problemas do SNS e as dificuldades dos utentes.
Continuamos na política, agora com destaque para uma troca de acusações entre Hugo Soares e José Luís Carneiro. Depois de o secretário-geral do PS sugerir que o governo está a reter casas prontas a habitar, o líder parlamentar do PSD diz que as declarações de José Luís Carneiro são patéticas.
O secretário-geral do Partido Socialista, que nas jornadas parlamentares falou numa prática eleitoralista e inaceitável. O líder parlamentar do PSD devolve agora as críticas e acusações, fala em demagogia por parte do PS.
Teria sido mais transparente, mais construtivo, menos populista, menos demagógico, se ele pudesse ter dito onde é que eram essas casas. O deputado Zé Luís Carneiro habituou-se a ver ao espelho e a imaginar que este governo era o governo de que ele fez parte, do Partido Socialista. Eu quero ser muito claro com toda a gente que nos está a ouvir. Não há uma casa pronta por entregar, que esteja em condições de entregar a um cidadão que nela possa habitar, ou uma família, por gestão de ciclos eleitorais. Portanto, assume isso categoricamente. Eu assumo mesmo. Mais: é patética, é ridícula a acusação do deputado Zé Luís Carneiro.
Hugo Soares, em entrevista ao Canal Nou, ontem à noite, diz que o líder do PS é um carneiro em pele de lobo. Carneiro que sugere que o governo da AD está a guardar casas por estar à espera de um novo ciclo eleitoral para serem entregues.
E a seleção nacional chega esta tarde ao Canadá. É lá que vai enfrentar a Croácia. Os imigrantes portugueses em Toronto prometem uma reação calorosa à equipa das Quinas.
Até porque hoje é feriado nacional no Canadá. Os imigrantes dizem que vão aproveitar este dia livre para receberem, à altura, a seleção nacional. O enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro, esteve em Little Portugal, é o bairro mais português de Toronto e adivinha-se, claro, por lá só se fala do Mundial e de Portugal.
A chegada da seleção portuguesa a Toronto é tema central em todos os que passam pela Little Portugal. Está prometida uma celebração.
É sempre festa. É sempre ótimo receber Portugal aqui em Toronto. É sempre muito bom.
O que é que espera do jogo?
Espero que ganhemos, como é óbvio, e que joguem um bocadinho melhor.
Rodrigo Borges trabalha num talho português. À porta, Vítor Carreira apresenta-se como fanático da seleção.
Os dias que eu perdi sempre a ver a seleção nos anos anteriores, dava para eu estar dois meses em Portugal, na praia. Perdia sempre os dias.
Ao lado, a beber um café, Daniel Ferreira já só pensa no jogo.
Quinta-feira vai ser boa, essa cidade vai ser revoltada se eles não ganham, mas oxalá que vá dar certo.
Está esperançoso para este jogo.
Yes, eu estou esperante.
Em Little Portugal fala-se da seleção a toda hora. A equipa portuguesa aterra na cidade, que tem uma das comunidades mais vibrantes. Há equipamentos da seleção e bandeiras em toda a parte. José, ao balcão de uma pastelaria portuguesa, veste uma camisola de Ronaldo e já pede um golo ao capitão.
Eu penso que a gente vai ganhar esse jogo e o Ronaldo vai marcar dois golos. Yeah, absolutely. How is it going, brother? Yeah, a gente é uma equipe muito forte. Um jogo grande aqui para o Canadá também.
São esperados milhares de adeptos junto às atividades da seleção nacional, tanto no hotel como no centro de treinos. Portugal vai chegar esta quarta-feira a Toronto. O jogo acontece às 19h de quinta-feira, no horário de Toronto. As atenções estão no jogo, mas em bom português, já só se pensa na festa.
Já sabe, isto é bovadeira de tremer. Se ganhar, já sabe como é que é. Não se perdoa.
Promessa de português registrada pelo enviado especial do Observador ao Mundial, o Miguel Cordeiro. A seleção nacional deixa a Flórida e vai chegar ao Canadá por volta das 18h em Portugal continental, será 13h em Toronto. Vamos ainda olhar para os jogos desta noite. O México está apurado, está nos oitavos de final depois de ter vencido o Equador por 2×0. França junta-se também a este grupo dos oitavos, venceu a Suécia por 3×0.
10 horas e nove minutos. A seguir o Contracorrente, primeiro que outras notícias estão em destaque esta manhã, Carla.
A ministra do Trabalho garante que o governo não abdica do objetivo de reformar a lei laboral. Maria do Rosário Palma Ramalho lamenta que as oposições tenham escolhido unir-se contra esta mudança, isto numa alusão ao chumbo da proposta do governo no Parlamento. A ministra, que está a ser ouvida a esta hora pelos deputados da Comissão de Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa audição regimental. O Irã anunciou que não vai reunir-se com os enviados dos Estados Unidos que viajaram para o Catar. Teerão já tinha avisado que não estava prevista nenhuma reunião em Doha, e isto apesar de Donald Trump ter afirmado que hoje ia acontecer uma nova ronda negocial. Estava previsto que os dois países iniciassem conversas técnicas depois do nível da discussão diplomática. Na Venezuela, pelo menos 68 portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos sismos da semana passada. Outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis. É o que indicam os dados mais recentes do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que foram avançados ontem. No total, na Venezuela, há registro de 1943 mortos e mais de 10.500 feridos.
Carla Jorge Carvalho e o Jornal das 10.

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