Seis espetáculos para ver no Festival de Almada
▲À 43ª edição, o festival volta a apresentar uma ampla mostra de teatro e dança
Em palco estão dois atores: Arne De Tremerie e Olga Mouak. Ele deseja encenar A Gaivota, de Tchecov, em homenagem à avó, admiradora da peça. Ela tem uma história familiar marcada pela esquizofrenia da avó e pelo fascínio pela figura de Joana d’Arc. A partir destes dois perfis, Rau constrói uma narrativa que parte de histórias pessoais para se tornar num manifesto sobre a força agregadora do teatro. É o regresso do encenador e dramaturgo suíço a Portugal depois de, no ano passado, ter levado The Pelicot Trial ao Panteão Nacional.
Palco Grande da Escola D. António da Costa, Almada, 14 de julhoÀ primeira vista, Israel & Mohamed parece um título carregado de significado político, mas, para o bailarino espanhol Israel Galván e o encenador francês Mohamed El Khatib, são apenas os nomes que os pais lhes deram. São precisamente essas figuras paternas que ocupam o centro deste encontro entre flamenco e teatro, um dos pontos altos da última edição do Festival d’Avignon.O pai de Mohamed sonhava para o filho uma “profissão a sério”, o de Israel, célebre bailarino de flamenco, queria vê-lo seguir os seus passos. Em palco, os dois artistas revisitam as heranças e expectativas que moldaram os seus percursos, revelando também uma inesperada paixão comum pelo futebol (Galván passou pelas camadas jovens do Betis de Sevilha e El Khatib jogou no PSG). Essas experiências moldaram a forma como ambos entendem o corpo, o movimento e o sentimento de pertença a uma comunidade.










