13h. Duas aldeias evacuadas na Serra do Caramulo, em Tondela
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É uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, já vamos à Assembleia da República, que elegeu a nova Provedora de Justiça, mas primeiro a situação dos incêndios. Duas aldeias foram evacuadas na serra do Caramulo, em Tondela. O fogo em Vouzela está descontrolado.
É o que diz o comandante dos Bombeiros de Vale de Besteiros. As pessoas estão a ser retiradas para a sede da freguesia São João do Monte. A aldeia de Matadagas foi evacuada durante a última noite. Já a operação de evacuação de Mansores está a decorrer neste preciso momento. O comandante dos bombeiros, Miguel Santos, fala em poucos meios para defender estas aldeias, numa das freguesias mais expostas à frente do fogo. Neste momento, o incêndio que começou em Vouzela é o que mais preocupa as autoridades nesta altura, não só pela ameaça a habitações, mas também pelas difíceis condições de combate às chamas. Estão, neste momento, no terreno mais de 900 operacionais e agora nove meios aéreos e há um total de quatro feridos, três são bombeiros e um civil.
E o Instituto Português do Mar e da Atmosfera alargou o aviso vermelho em vigor, devido à onda de calor, a 12 distritos.
Situação que se vai manter até domingo. O aviso mais grave para o IPMA está hoje ativo nos distritos de Portalegre, Évora, Beja e Santarém, também Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra e ainda Aveiro, Leiria e Setúbal, sendo que em Lisboa e em Setúbal, a partir das 11 da noite de hoje, o aviso passa para o laranja, o segundo nível mais grave.
E o Ministro da Administração Interna assegura que está garantida a coordenação de meios no terreno para o combate aos incêndios.
Luís Neves diz que está em curso um plano mais robusto, que já tinha sido pensado anteriormente. Os incêndios são uma situação de grande complexidade, diz o ministro, mas garante também que os meios estão preparados.
Quando há condições extraordinárias, há momentos extraordinários que se passam. E eu quero dizer que do ponto de vista da coordenação, nós estamos muito enleados, estamos muito motivados, estamos muito concentrados neste grande incêndio que já atinge vários concelhos e, por isso, esta organização durante o dia de hoje vai ser um dia de grande combate para ver se conseguimos debelar e resolver esta situação.
Incêndio que a esta hora mais preocupa as autoridades, como dizia há pouco, é o de Vouzela. Luís Neves acredita que as próximas horas de combate vão ser mais favoráveis.
A partir de agora, as condições atmosféricas permitem-nos atuar de outra forma. Os ventos têm sido fortes, muito inconstantes, uma baixíssima umidade e, portanto, nós temos que contar com tudo isto. Quer dizer que há muitos meios, quer meios humanos, quer do ponto de vista de maquinaria, quer do ponto de vista de meios aéreos, que estão muito concentrados neste foco. E quero vos dizer que o dia de hoje, a partir de agora, pelas condições que já referi, será um dia de grande combate, a ver se conseguimos circunscrever este grande incêndio.
O ministro Luís Neves, em declarações aos jornalistas, aqui num registo captado pela RTP Notícias.
E no Parlamento está eleita, à segunda tentativa, a nova Provedora de Justiça.
Luísa Neto, candidata indicada pelo Partido Socialista, com apoio do PSD, conseguiu a maioria necessária de dois terços. Teresa Freire, agora em direto do Hemiciclo da Assembleia da República. Quantos votos é que conseguiu a nova Provedora de Justiça?
159 votos a favor, 29 brancos e 30 nulos. Tendo em conta que na eleição anterior Luísa Neto foi chumbada por uma margem curta. Teve apenas 131 votos a favor, dos 138 que seriam necessários para fazer uma maioria de dois terços. Agora voltou a ser votado o nome de Luísa Neto e agora já obteve uma maioria de dois terços, tendo em conta que Luísa Neto foi proposta pelo Partido Socialista, apesar de mais tarde Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, ter subscrito esta candidatura. Importante relembrar que este lugar de Provedora de Justiça está vazio desde a saída de Maria Lúcia Amaral, quando passou a ser ministra da Administração Interna. Entretanto, também foi chumbado o nome de Tiago Antunes, em abril, também proposto pelo PS para Provedor de Justiça. Finalmente, mais de um ano depois, com o lugar vazio, o lugar de Provedor de Justiça já tem um novo nome e é o de Luísa Neto.
Reportagem da Teresa Freire, em direto da Assembleia da República, com esta notícia de que foi eleita, finalmente, passado praticamente um ano sem que o lugar estivesse preenchido, foi finalmente eleita a nova Provedora de Justiça. Chama-se Luísa Neto.
E Vasco, o Parlamento acaba de chumbar a reconfirmação da pena acessória da perda de nacionalidade, isto depois do chumbo do Tribunal Constitucional.
Foi há instantes, sendo que na abertura do debate parlamentar coube ao ministro António Leitão Amaro, que desvalorizou o possível chumbo desta pena acessória por considerar que o essencial já foi feito em matéria de nacionalidade.
O essencial está feito, que a nacionalidade voltou a ser o que nunca devia ter deixado de ser. O que hoje discutimos é um passo adicional, acessório e, reconheçamos, que se estima ser de rara aplicação. Depois de termos feito a lei da nacionalidade, que se aplica a centenas de milhares de casos, hoje discute-se a perda por crimes, que, como demonstra a prática internacional, é de potencial aplicação a umas dezenas. A sanção acessória de perda de nacionalidade por prática de crimes muito graves é um mecanismo útil, mas não tem, nem de perto, a importância e o impacto que teve a mudança da lei da nacionalidade que já fizemos.
Na mesma linha, o deputado António Rodrigues, do PSD, explicou que o partido propõe a redução do leque de crimes devido às recomendações do Tribunal Constitucional. Já o Chega foi o único partido a manter a intenção de contornar a decisão dos juízes do Palácio Ratton.
Hoje temos a mesma certeza que tínhamos há dois meses. Quem vem para Portugal ou cumpre as nossas regras ou não é português e não merece ser português. O PSD só voltou atrás para tentar agradar. E nós sabemos uma coisa: quem tenta agradar à esquerda, fica junto dela. Nós continuaremos este caminho de nos afirmarmos.
André Ventura, que insistia na pena acessória da perda de nacionalidade, chegou a deixar críticas ao PSD, sendo que há instantes, nos últimos minutos, foi chumbada essa eventual reconfirmação da pena acessória de perda de nacionalidade.
Uma hora e oito minutos. Vasco, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
O Ministério da Educação adiou por três dias o calendário dos exames nacionais e o concurso de acesso ao ensino superior. O presidente da Associação de Diretores Escolares tem dúvidas que seja possível cumprir com este calendário. Comunicado enviado esta manhã às redações, o ministério do Fernando Alexandre reconheceu dificuldades informáticas no processo de correção das provas digitais. Ora, os professores passam a ter agora até dia 14 para corrigir as provas. As pautas com as notas dos exames já realizadas estão fixadas três dias depois, no dia 17. A segunda fase dos exames nacionais arranca a 20 de julho. A CP cancelou seis comboios Intercidades por causa da onda de calor. São ligações consideradas mais vulneráveis entre Lisboa e Guarda, Porto e Faro. Os clientes afetados estão a ser contactados para pedidos de troca ou reembolso das viagens. A CP tomou ainda outras medidas, como o bloqueio de lugares em alguns percursos, e também horários mais críticos e o reforço da disponibilização de água. A vaga de calor está também a atingir França, onde já provocou o aumento de quase 30% na mortalidade do país, e também de mais de 60% na região de Paris. De acordo com a Agência de Saúde Pública Francesa, foram registadas mais de 2 mil mortes adicionais só na última semana de junho, com um forte aumento dos óbitos em casa. As autoridades alertam para os riscos das altas temperaturas, sobretudo entre a população mais vulnerável, como idosos, crianças e doentes crónicos.
Vasco Maldonado Correia e o Jornal da Uma.










