CIÊNCIA

2h. Incêndios. Governo admite prolongar estado de alerta


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. A Seleção Nacional já está em Dallas, no Texas, onde vai defrontar a Espanha. À chegada, a equipa das Quinas foi recebida em apoteose por centenas de adeptos. Este foi o momento acompanhado pelo enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro.
Foi um momento de autêntica loucura em frente ao The Adolfo’s, um hotel no centro de Dallas, com centenas e centenas de adeptos em frente ao local em que entrou a seleção, uma porta nas traseiras. O autocarro parou mesmo em frente. Esta rua está completamente cortada. As pessoas estão do outro lado da estrada, junto ao passeio. À minha frente, 17 automóveis da polícia, contei eu, num espaço de 80 metros. Estão também já 12 motas que acompanharam o autocarro da seleção do aeroporto até este hotel, uma viagem que durou aproximadamente 20 minutos. Ainda muitos telemóveis ao alto à minha frente a tentar captar fotografias de mais alguns jogadores da seleção nacional, mas acaba agora de entrar o último jogador, João Neves, e entram agora alguns membros do staff da seleção portuguesa. É um momento muito curto, são cinco, seis minutos que os jogadores demoram a sair do autocarro e entrar no hotel e os adeptos tentam aproveitar ao máximo esse momento. Alguns já começam a dispersar e a deixar este local. Queriam essencialmente ver Cristiano Ronaldo, gritaram “si” nesse momento, mais uma vez, enchente para ver a seleção no momento da chegada a uma cidade que acolhe o Mundial. Desta vez foi em Dallas.
O relato do Miguel Cordeiro, enviado especial da Rádio Observador e do Observador ao Mundial, da chegada da Seleção Nacional ao hotel em Dallas, onde os jogadores vão ficar para o jogo contra a Espanha. Ainda no Mundial, França venceu o Paraguai por 1×0 e garantiu a passagem aos quartos de final da competição. Ainda antes disso, Marrocos eliminou o Canadá, uma das seleções anfitriãs deste Campeonato do Mundo. A seleção marroquina venceu por 3×1, confirmando assim a qualificação para a próxima fase. Passamos agora a falar dos incêndios. O mapa de ocorrências da Proteção Civil marca a esta hora apenas uma ocorrência significativa, o incêndio em Vouzela, que tem neste momento duas frentes ativas. O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Velez, em Vouzela, explica que uma das frentes tem apenas um ponto mais crítico. Já a outra, admite, está mais complicada.
Um incêndio que está organizado em duas frentes, que neste momento uma das frentes tem apenas um ponto crítico, mas a correr francamente bem mais a norte, e uma outra frente mais a sul, que tem ainda muito trabalho para fazer durante as próximas horas, para ver se no período da manhã conseguimos entrar numa outra fase, com outro planeamento e manter o incêndio com esta área.
O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil, Simão Velez, adianta ainda que as autoridades esperam ter o fogo dominado entre este domingo e segunda, mas alerta para eventuais reacendimentos.
É difícil darmos aqui algum garante. Temos uma expectativa, naturalmente, e uma expectativa positiva seria entre as próximas 24 e 48 horas, nós conseguimos dar o incêndio como dominado. Mas como referi, e como se percebe, qualquer português entende que as condições climatéricas são muito adversas e podemos ter a qualquer momento uma reativação que nos traga aqui limitações e que possa trazer uma nova realidade.
O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Velez, em Vouzela, em declarações à RTP. O incêndio em Vouzela já consumiu 13 mil hectares e está ativo desde a madrugada de quinta-feira. O fogo teve início em Vouzela e acabou por se alastrar aos concelhos vizinhos de Oliveira de Frades, Tondela, mas também Águeda. A esta hora, no terreno, estão mais de 1300 operacionais, apoiados por quase 440 viaturas. O governo admite prolongar o estado de alerta, pelo menos até ao final da próxima semana, possibilidade avançada pelo ministro da Administração Interna no briefing da Proteção Civil ao início da noite deste sábado. Luís Neves sublinha que os meios estão a ser distribuídos pelo país para enfrentar as ocorrências em curso, mas também estão a ser posicionados de forma preventiva para minimizar o risco de acontecerem novas ocorrências.
Que está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta, porque se as condições se mantiverem tal qual aquilo que é perspetivado, pode ser isso que venha a suceder. E por isso os meios estão a ser distribuídos por todo o país, por forma a que se consiga, no primeiro momento, o ataque inicial, sob uma grande estrutura de coordenação. Quero vos dizer que fiquei muito agradado com aquilo que ontem pude testemunhar do companheirismo, do coletivo.
O ministro da Administração Interna e a possibilidade de extensão do estado de alerta, que entrou em vigor às zero horas de sexta-feira. Luís Neves revela ainda que o governo está a aguardar uma resposta de Marrocos ao pedido de ajuda. O governante avisa que o país está a passar por uma situação semelhante à de Portugal, mas conta ter uma resposta em breve.
Resposta que eu disse há pouco, falei com o meu colega ministro do Interior de Marrocos, há coisa de uma hora, hora e meia. Marrocos também atravessa uma situação um pouco similar com a nossa. Estão a fazer uma avaliação e ainda hoje serei informado dessa disponibilidade.
Luís Neves, o ministro da Administração Interna, sobre o pedido de ajuda a Marrocos. Na tarde deste sábado, um Canadair espanhol juntou-se ao combate aos incêndios em Portugal. O governo italiano também disponibilizou dois aviões do mesmo tipo para reforçar o apoio às operações de combate às chamas, meios que devem entrar já em cena amanhã. É o que avança o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.
Ativámos o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, onde temos a trabalhar no incêndio de Vouzela a Unidade Militar de Emergência de Espanha, com 118 operacionais e 43 veículos, um avião Canadair de Espanha, que já está a operar em Vouzela, e dois aviões Canadair de Itália, que irão operar amanhã. Chegarão durante o dia de hoje à Base Aérea de Beja e irão trabalhar amanhã também, previsivelmente, no incêndio de Vouzela.
Mário Silvestre, o Comandante Nacional da Proteção Civil, a destacar o contributo dos meios do Mecanismo Europeu de Proteção Civil no combate aos incêndios em Portugal. Luís Montenegro também participou na conferência de imprensa da Proteção Civil, ainda que por videochamada. O Primeiro-Ministro pede à população que respeite e colabore com as autoridades.
Dar ainda mais destaque ao aviso que o seu comandante operacional deixou à população para que todos possam seguir as recomendações das autoridades, para que todos possam respeitar as opções que, no terreno, aqueles que têm a competência e o conhecimento de dirigir as operações vão emitindo.
O apelo do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, que aproveitou também para deixar elogios à coordenação entre as várias partes envolvidas nas operações de combate aos fogos. Na atualidade internacional, o National Mall, em Washington DC, foi temporariamente evacuado devido a condições meteorológicas adversas. Quem estava no local foi aconselhado a procurar abrigo imediato. Em causa uma tempestade severa nas imediações deste que é o principal ponto das celebrações do 4 de julho, que este ano assinala os 250 anos da independência dos Estados Unidos. Donald Trump deveria discursar no evento, seguido de um espetáculo de fogo de artifício. A imprensa norte-americana avança que o discurso não foi cancelado, mas sim adiado. Até o momento, não há ainda informações oficiais sobre quando o National Mall vai reabrir ao público. As autoridades de gestão de emergências de Washington DC ativaram vários pontos de abrigo, incluindo o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, bem como edifícios federais. Portugal cumpre este domingo um dia de luto nacional pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular pelos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida nesta tragédia. O mais recente balanço das autoridades venezuelanas dá conta de 2954 vítimas mortais e de quase 16,6 mil feridos. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre as vítimas mortais estão 93 cidadãos portugueses, 80 dos quais com dupla nacionalidade, também venezuelana. O ministério dá ainda conta de 57 cidadãos portugueses ainda desaparecidos. Portugal cumpre este dia de luto nacional hoje pelas vítimas dos sismos da Venezuela, a pensar, certamente, em especial nos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida neste acontecimento. Ponto final neste jornal das 14h. A informação está de regresso às 14h30.

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