CIÊNCIA

4h. Trump e Putin falam ao telefone sobre guerra na Ucrânia


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Olhos postos nos Estados Unidos. Donald Trump está prestes a subir ao palco para discursar nas celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. A intervenção do presidente norte-americano teve de ser adiada devido ao mau tempo na capital norte-americana, com uma tempestade que depressa escureceu o dia em Washington. O National Mall, onde Trump vai discursar e que é, de resto, o epicentro destas comemorações, chegou a ser temporariamente evacuado. Quem se encontrava no local foi aconselhado a procurar abrigo imediato. As autoridades de gestão de emergências de Washington, DC, ativaram vários pontos de abrigo, incluindo o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, bem como vários edifícios federais. Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não vai deixar que um pouco de chuva impeça as comemorações e prometeu discursar aconteça o que acontecer. E é isso que acontece a esta hora, com o presidente prestes a subir ao palco nos Estados Unidos. Em Nova York, o fogo de artifício também foi antecipado por causa da tempestade. De norte a sul do país, foram várias as alterações provocadas pelo mau tempo nos Estados Unidos. E em pleno 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, Donald Trump e Vladimir Putin falaram ao telefone sobre a guerra na Ucrânia, informação avançada pelo conselheiro do Kremlin na imprensa estatal russa. Segundo Moscovo, terá sido a Casa Branca a agendar este telefonema entre os dois líderes, um telefonema que durou cerca de quatro horas. Os chefes de Estado combinaram discutir a situação da guerra na Ucrânia ainda antes da cimeira da NATO, que arranca esta terça-feira em Ancara, na Turquia. Ainda durante este sábado, Donald Trump falou também com Volodymyr Zelensky. A informação é veiculada pela agência Reuters. O presidente ucraniano diz ter tido uma conversa muito boa com Trump, na qual defendeu que a determinação norte-americana vai ser decisiva para pôr fim à guerra com a Rússia. Na Venezuela, 10 dias depois dos violentos sismos que abalaram o país, o governo interino de Delcy Rodríguez anunciou um pacote de medidas económicas para apoiar as vítimas. O anúncio surge num clima de forte tensão social, com protestos na região de La Guaira. Também em Caraballeda, os moradores bloquearam a via principal para exigir o realojamento prometido, enquanto outras famílias denunciam a redução na entrega de alimentos e a diminuição das equipas de resgate no terreno. O plano prevê o pagamento de um subsídio mensal durante o próximo semestre para os mais afetados, além da ativação de créditos à habitação com subsídios do Estado, que podem chegar aos 80%. Está também a ser preparado um plano internacional para recuperar o aeroporto de Maiquetía. Portugal cumpre este domingo um dia de luto nacional pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular pelos cidadãos portugueses e pelos seus descendentes que perderam a vida nesta tragédia. O mais recente balanço das autoridades venezuelanas dá conta de 2954 vítimas mortais e de quase 16 mil e 600 feridos. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre as vítimas mortais estão 93 cidadãos portugueses, 80 dos quais com dupla nacionalidade venezuelana. O ministério dá ainda conta de 57 cidadãos portugueses ainda desaparecidos. Numa altura em que o número de vítimas continua a aumentar, a ajuda humanitária na Venezuela é essencial. Neste momento, são várias as associações portuguesas que estão a reunir bens para enviar para o país. É o caso da Venexus e da Câmara de Comércio Venezuelana Portuguesa, que têm estado a recolher e organizar esses bens no armazém em Sintra, para depois serem enviados para a Venezuela. A reportagem é da jornalista Teresa Freire.
São várias as associações que estão a enviar para aqui os bens que vão recolhendo por todo o país. Christian Horn, presidente da Venexus, explica qual é a prioridade neste momento.
Nós agora vamos mandar camping, medicamentos e tudo que seja higiene. A última coisa que vai sair, mesmo por último, é roupa e comida.
Quanto ao envio, vai contar com a ajuda da TAP e, em princípio, também do governo português.
Estamos a concentrar toda a carga do país aqui em Terrruga, em Sintra, para a TAP, na próxima semana, começar a levantar e começar a voar.
E quanto a este espaço, não é de nenhuma destas associações, mas sim de Paulo Cristóvão, que cedeu o armazém de pneus a pedido do amigo Pedro Nunes.
É o que eu chamo um armazém de boa vontade. De facto, nós tínhamos o armazém cheio. Durante cerca de um mês, eu decidi esvaziá-lo todo. O Pedro veio-me pedir exatamente para ajudar a Venezuela.
Pelo nível de amizade que a gente temos, foi muito fácil. Foi só uma chamada e o Paulo pôs-se logo à ordem. E tem sido espetacular estar aqui com um grande amigo.
Não há aqui nada monetário por trás e a nível temporal, é o tempo for necessário para ajudar as pessoas.
Esta manhã eram cerca de 30 os voluntários que estavam no armazém. A maior parte são adultos e venezuelanos, mas há algumas exceções, como é o caso das irmãs Isabela e Mariana.
A mãe já tinha vindo sem nós e depois elas contaram e então quisemos vir.
E têm feito de tudo um pouco.
Estamos a ajudar as outras pessoas que estão a arrumar coisas. Estamos a organizar as caixas, porque havia caixas que tinham coisas totalmente diferentes, tipo medicamentos e essas coisas, misturado com comida.
Quem também marcou presença esta manhã no armazém foi Gabriela, que não é venezuelana, mas quis ajudar na mesma.
Separamos os materiais, encaixotamos, estamos colocando em cima dos pallets e
É bem cansativo, porque as caixas são pesadas e o calor também está muito quente.
Gabriela, que soube desta iniciativa através de uma amiga venezuelana, Daniela, que não tem parado de apelar à ajuda de todos.
O governo é um desastre. Em vez de ajudarem, estão a fazer o contrário. Precisamos de ajuda humanitária porque está tudo um desastre.
Daniela, que tem pedido a ajuda de toda a gente, já tem a garantia que pode contar com a Isabela e com a Mariana. Mas querem cá voltar?
Sim. Nós voltamos na próxima semana. É muito divertido estar aqui a ajudar as outras pessoas.
A reportagem da jornalista Teresa Freire, que acompanhou esta recolha de bens em Sintra. O mapa das ocorrências da Proteção Civil marca a esta hora apenas uma ocorrência significativa, o incêndio de Vouzela. As últimas informações deste incêndio dão conta de duas frentes ativas, uma com apenas um ponto mais crítico e uma outra mais complicada. O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Vales, diz que as autoridades esperam ter o fogo dominado entre este domingo e segunda.
É difícil darmos aqui algum garante. Temos uma expectativa, naturalmente, e uma expectativa positiva seria entre as próximas 24 e 48 horas, nós conseguirmos dar o incêndio como dominado. Mas como referi, e como se percebe, qualquer português entende que as condições climáticas são muito adversas e poderemos ter a qualquer momento uma reativação, que nos traga aqui limitações e que possa trazer uma nova realidade.
O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Vales, em declarações à RTP sobre o incêndio de Vouzela, o incêndio que já consumiu 13 mil hectares e que está ativo desde a madrugada de quinta-feira. O fogo teve início em Vouzela e acabou por se alastrar para os concelhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda. A esta hora, no terreno, estão mais de 1300 operacionais, apoiados por quase 440 viaturas. O governo admite prolongar o estado de alerta, pelo menos até o final da próxima semana. Possibilidade avançada pelo ministro da Administração Interna no briefing da Proteção Civil, ao início da noite deste sábado. Luís Neves sublinha que os meios estão a ser distribuídos pelo país para enfrentar as ocorrências em curso, mas também estão a ser posicionados de forma preventiva para minimizar o risco de novas ocorrências.
Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta, porque se as condições se mantiverem tal qual aquilo que é perspetivado, pode ser isso que venha a suceder. E por isso os meios estão a ser distribuídos por todo o país, por forma a que se consiga no primeiro momento o ataque inicial, sob uma grande estrutura de coordenação. Quero vos dizer que fiquei muito agradado com aquilo que ontem pude testemunhar do companheirismo do coletivo.
O ministro da Administração Interna e a possibilidade de extensão do estado de alerta, que entrou em vigor às zero horas de sexta-feira. Luís Montenegro também participou nesta conferência de imprensa da Proteção Civil, ainda que por videoconferência. O primeiro-ministro pede à população que respeite e colabore com as autoridades.
Dar ainda mais destaque ao aviso que o senhor comandante operacional deixou à população para que todos possam seguir as recomendações das autoridades, para que todos possam respeitar as opções que, no terreno, aqueles que têm a competência e o conhecimento de dirigir as operações vão emitindo.
O apelo do primeiro-ministro Luís Montenegro nesta fase crítica de incêndios. Ponto final neste jornal das 04h. O essencial da informação é atualizado às 04h30.

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