3h. 4 de Julho. Trump discursa aconteça o que acontecer
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Tesouras. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Começamos com a atualidade internacional nos Estados Unidos. Depois do forte calor, é o mau tempo a provocar alterações nas celebrações do 4 de julho, Dia da Independência. O National Mall, em Washington, D.C., epicentro das comemorações que assinalam estes 250 anos da independência dos Estados Unidos, foi temporariamente evacuado devido a uma tempestade. Quem se encontrava no local foi aconselhado a procurar abrigo imediato. As autoridades de gestão de emergências de Washington, D.C., ativaram vários pontos de abrigo, incluindo o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, bem como abrigos em vários edifícios federais. Na rede social Truth Social, Donald Trump disse que não vai deixar que um pouco de chuva impeça as comemorações e promete discursar aconteça o que acontecer. A Casa Branca confirmou que o presidente norte-americano vai discursar no National Mall. A nova hora prevista para essa intervenção do presidente norte-americano é às 4h, daqui sensivelmente a uma hora. A reabertura do recinto deste National Mall já aconteceu, estava marcada para às 14h45. A tempestade que atinge Washington está agora a deslocar-se em direção a Nova York, o que levou a alterações nos horários dos fogos de artifício nesta cidade. As celebrações também estão a ser afetadas noutras cidades, com adiamentos e alterações nos programas das festas em Boston e também na Filadélfia. A Seleção Nacional já está em Dallas, no Texas, onde vai defrontar a Espanha. À chegada, a equipa das Quinas foi recebida em apoteose por centenas de adeptos. Este foi o momento acompanhado pelo enviado especial do Observador e da Rádio Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro.
Foi um momento de autêntica loucura em frente ao The Adolfo’s, um hotel no centro de Dallas, com centenas e centenas de adeptos em frente ao local em que entrou a seleção, uma porta nas traseiras. O autocarro parou mesmo em frente. Esta rua está completamente cortada. As pessoas estão do outro lado da estrada, junto ao passeio. À minha frente, 17 automóveis da polícia, contei, num espaço de 80 metros. Estão também já 12 motas que acompanharam o autocarro da seleção do aeroporto até este hotel, uma viagem que durou aproximadamente 20 minutos. Ainda muitos telemóveis ao alto à minha frente a tentar captar fotografias de mais alguns jogadores da seleção nacional, mas acaba agora de entrar o último jogador, João Neves, e entram agora alguns membros do staff da seleção portuguesa. É um momento muito curto, são cinco, seis minutos que os jogadores demoram a sair do autocarro e entrar no hotel, e os adeptos tentam aproveitar ao máximo esse momento. Alguns já começam a dispersar e a deixar este local. Queriam essencialmente ver Cristiano Ronaldo, gritaram “sim” nesse momento, mais uma vez, enchente para ver a seleção no momento da chegada a uma cidade que acolhe o mundial. Desta vez foi em Dallas.
O enviado especial do Observador ao Mundial, Miguel Cordeiro, com o relato da chegada da seleção ao hotel, onde os jogadores vão ficar para o jogo contra a Espanha em Dallas. Aconteceu por volta da 1h. Ainda no Mundial, França venceu o Paraguai por 1 x 0 e garantiu a passagem aos quartos de final da competição. Ainda antes disso, Marrocos eliminou o Canadá, uma das seleções anfitriãs deste campeonato do mundo. A seleção marroquina venceu por 3 x 1, confirmando assim a qualificação para a próxima fase. Por cá, o mapa de ocorrências da Proteção Civil marca apenas uma ocorrência significativa, o incêndio em Vouzela, que continua com duas frentes ativas. O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Velez, no local, explica que uma das frentes tem apenas um ponto mais crítico. Já outra, admite, está mais complicada.
Um incêndio que está organizado em duas frentes, que neste momento uma das frentes tem apenas um ponto crítico, mas a correr francamente bem mais a norte, e uma outra frente mais a sul, que tem ainda muito trabalho para fazer durante as próximas horas, para ver se no período da manhã conseguimos entrar numa outra fase, com outro planeamento, e manter o incêndio com esta área.
Simão Velez adianta ainda que as autoridades esperam ter o fogo dominado entre este domingo e segunda, mas ele alerta para a possibilidade de reacendimentos.
É difícil darmos aqui algum garante. Temos uma expectativa, naturalmente, e uma expectativa positiva seria entre as próximas 24 e 48 horas, nós conseguirmos dar o incêndio como dominado. Mas como referi, e como se percebe, qualquer português entende que as condições climáticas são muito adversas e poderemos ter a qualquer momento uma reativação que nos traga aqui limitações e que possa trazer uma nova realidade.
O segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo, Simão Velez, no local, a falar sobre este incêndio de Vouzela, em declarações à RTP. O incêndio de Vouzela, que já consumiu 13 mil hectares e que está ativo desde a madrugada de quinta-feira. O fogo teve início em Vouzela e acabou por se alastrar para os concelhos de Oliveira de Frades, Tondela e Águeda. A esta hora, no terreno estão mais de 1300 operacionais, apoiados por quase 440 viaturas. O governo admite prolongar o estado de alerta, pelo menos até o final da próxima semana, possibilidade avançada pelo ministro da Administração Interna no briefing da Proteção Civil ao início da noite deste sábado. Luís Neves sublinha que os meios estão a ser distribuídos pelo país para enfrentar as ocorrências em curso, mas também estão a ser posicionados de forma preventiva para minimizar o risco de novas ocorrências.
Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta Se as condições se mantiverem tal qual aquilo que é perspetivado, pode ser isso que venha a suceder. E por isso os meios estão a ser distribuídos por todo o país, por forma a que se consiga, no primeiro momento do ataque inicial, sob uma grande estrutura de coordenação. Quero vos dizer que fiquei muito agradado com aquilo que ontem pude testemunhar do companheirismo do coletivo.
Ministro da Administração Interna e a possibilidade de extensão do estado de alerta, que entrou em vigor às zero horas de sexta-feira. Luís Montenegro também participou na conferência de imprensa da Proteção Civil, ainda que por videochamada. O primeiro-ministro pede à população que respeite e colabore com as autoridades.
Dar ainda mais destaque ao aviso que o seu comandante operacional deixou à população, para que todos possam seguir as recomendações das autoridades, para que todos possam respeitar as opções que, no terreno, aqueles que têm a competência e o conhecimento de dirigir as operações vão emitindo.
O apelo do Primeiro-Ministro Luís Montenegro, que aproveitou também para deixar elogios à coordenação entre as várias partes envolvidas nas operações de combate às chamas. Portugal cumpre este domingo um dia de luto nacional pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular pelos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida nesta tragédia. O mais recente balanço das autoridades venezuelanas dá conta de 2954 vítimas mortais e de quase 16.600 feridos. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, entre as vítimas mortais estão 93 cidadãos portugueses, 80 dos quais com dupla nacionalidade, também venezuelana. O Ministério dá ainda conta de 57 cidadãos portugueses ainda desaparecidos. Numa altura em que o número de vítimas mortais continua a aumentar na Venezuela, a ajuda humanitária é essencial. Neste momento, são várias as associações portuguesas que estão a reunir bens para enviar para o país. É o caso da Venexus e da Câmara de Comércio Venezuela Portuguesa, que tem estado a recolher e organizar esses bens no armazém em Sintra, para depois estes serem enviados para a Venezuela. Teresa Freire.
São várias as associações que estão a enviar para aqui os bens que vão recolhendo por todo o país. Christian Horn, presidente da Venexus, explica qual é a prioridade neste momento.
Nós agora vamos mandar camping, medicamentos e tudo o que seja higiene. A última coisa que vai sair, mesmo por último, é roupa e comida.
Quanto ao envio, vai contar com a ajuda da SAP e, em princípio, também do governo português.
Estamos a concentrar toda a carga do país aqui em Terrugem, em Sintra, para ir para Lisboa na próxima semana, começar a levantar e começar a voar.
E quanto a este espaço, não é de nenhuma destas associações, mas sim de Paulo Cristóvão, que cedeu o armazém de pneus a pedido do amigo Pedro Nunes.
É o que eu chamo um armazém de boa vontade. De facto, nós tínhamos o armazém cheio. Durante cerca de um mês, eu decidi esvaziá-lo todo. O Pedro veio-me pedir exatamente para ajudar a Venezuela.
O nível de amizade que a gente tem foi muito fácil, foi só uma chamada e o Paulo pôs-se logo à ordem. E tem sido espetacular estar aqui com um grande amigo.
Não há aqui nada monetário por trás, e a nível temporal, é o tempo for necessário para ajudar as pessoas.
Esta manhã eram cerca de 30 os voluntários que estavam no armazém. A maior parte são adultos e venezuelanos, mas há algumas exceções, como é o caso das irmãs Isabela e Mariana.
A mãe já tinha vindo sem nós e depois elas contaram e quisemos vir.
E têm feito de tudo um pouco.
Estamos a ajudar as outras pessoas que estão a arrumar coisas. Estamos a organizar as caixas, porque havia caixas que tinham coisas totalmente diferentes, tipo medicamentos e essas coisas, misturado com comida.
Quem também marcou presença esta manhã no armazém foi Gabriela, que não é venezuelana, mas quis ajudar na mesma.
Separamos os materiais, encaixotamos, estamos colocando em cima dos paletes e é bem cansativo, porque as caixas são pesadas e o calor também, está muito quente.
Gabriela, que soube desta iniciativa através de uma amiga venezuelana, Daniela, que não tem parado de apelar à ajuda de todos.
O governo é um desastre. Em vez de ajudarem, estão a fazer o contrário. Precisamos de ajuda humanitária porque está tudo um desastre.
Daniela, que tem pedido a ajuda de toda a gente, já tem a garantia que pode contar com Isabela e com a Mariana. Mas querem cá voltar?
Sim, nós voltamos na próxima semana. É muito divertido estar aqui a ajudar as outras pessoas.
A reportagem da Teresa Freire, que esteve a acompanhar então esta recolha de bens em Sintra, a fechar este jornal das 03h. O essencial da informação está de regresso às 15h30.










