Brasil consegue travar Haaland e México cumpre previsão d…
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Marrocos e França deixaram os adversários para trás e vão reencontrar-se já na próxima fase deste Mundial 2026. Hoje temos espetáculo do futebol canarinho a testar-se contra a máquina de gols chamada Erling Haaland e ainda um dos anfitriões, México, a tentar fazer história e deitar abaixo no Estádio Azteca, a Inglaterra. Temas para analisar com o João Pinto, Pedro Henriques e também o Luís Pinto Coelho. Eu sou o João Costa e Silva e vamos começar pelo rescaldo de ontem, sábado, dia 4 de julho, vitórias de Marrocos e também de França. Canadá zero, Marrocos três, Paraguai zero, França um. A França que sentiu aqui algumas dificuldades para vencer este conjunto da América do Sul. Vou começar por ti, João Pinto, e precisamente por este jogo entre Canadá e Marrocos. Um jogo que ainda ficou empatado no primeiro tempo, mas depois na segunda parte notou-se aqui claramente alguma experiência de Marrocos e talvez alguma solidez ofensiva que tem sido também pautada por este conjunto marroquino. Pergunto se Marrocos, nesta altura, é um candidato legítimo, encontra a França na próxima fase, sabemos que sim, mas tem aqui argumentos suficientes para se debater olhos nos olhos com o conjunto francês?
Bom dia. Eu acho que não tem, porque ninguém tem, pelo menos neste mundial. Eu acho que eles vão entrar a 60-40, 70-30, uma coisa assim do gênero, porque é muito difícil ombrear com a França, ainda por cima tendo perdido agora o ponta de lança.
Sim.
Mas em relação ao jogo de ontem, há uma frase muito boa do Luís Freitas Lobo, pouco antes do intervalo, que ele diz: “Marrocos agora precisa de treinador”. E era exatamente isso. Foi uma primeira parte em que Marrocos parece ter sido surpreendido pela força do Canadá, com muita pressão alta, muita correria. Depois, na segunda parte, dá a ideia que o treinador lhes fez ver: calma, malta, cabeça no lugar, bola no pé, critério, paciência, a qualidade ia acabar por sobressair e depois acabou por ser isso que aconteceu, um lance de bola parada, depois a seguir duas ou três distrações e Marrocos lá foi fazendo o seu caminho e acaba o jogo a ganhar 3 x 0. Portanto, acho que é uma vitória de uma equipa muito sólida, muito capaz, com muitas opções, mas que, acho eu e acha muita gente, que chega aqui e para, mesmo tendo uma equipa que me parece ser superior à do campeonato mundial anterior, apanhou o bicho mais cedo e vai ser mais complicado.
Vai ser já no próximo jogo, nos quartos de final, frente à França. Luís, a França que teve aqui algumas dificuldades frente ao Paraguai. Aliás, o jogo fica resolvido apenas e só por um pênalti de Kylian Mbappé. Foi o jogo em que sentiste mais dificuldades da França, neste momento, aqui nesta edição do Mundial 2026?
Olá, bom dia. O bloco baixo do Paraguai causa sempre problemas, já tinha causado à Alemanha e ontem voltou a causar um pouco à França. É difícil jogar contra seleções assim, pois é uma seleção que gosta muito da picardia, do pequeno toque, da confusão, um bocadinho ao estilo antigo da América Latina, mas eu acho que foi um jogo de sentido único. Acho que, obviamente, que a França teve as suas dificuldades. O problema é que eu acho que, por exemplo, contra Marrocos, Marrocos não tem este estilo de futebol. Tenta assumir um bocadinho o jogo, daí a França expõe aquele seu futebol, aquelas transições rápidas, e é mais difícil para os adversários. Vamos ver como é que Marrocos vai se apresentar, como é que vai defender, se vai defender com um bloco muito baixo. Mas concordo com o João Pinto, acho que a França continua a ser a grande favorita, mas ontem percebeu-se que pode ser contrariada em termos táticos, com nuances diferentes e criar problemas. Vamos ver como é que Marrocos vai aparecer.
E é precisamente essa a pergunta que eu vou fazer ao Pedro Henriques, se Marrocos tem argumentos suficientes para conseguir contrariar e até quem sabe encostar aqui a França às cordas. Ontem sentiu bastantes dificuldades frente a esse bloco baixo do Paraguai. Acredito que Marrocos não opte por esse bloco mais baixo, mas o que esperas desse encontro dos quartos de final, que no fundo é uma reedição daquilo que aconteceu em 2022, na altura nas semifinais, que sorriu para a França e que venceu por 2 x 0?
Bom dia. Não queres que eu fale do wrestling do Paraguai, ou não?
Tu podes falar de tudo, Pedro Henriques.
Não, da parte do wrestling.
Vamos.
Pronto, não, estou a brincar.
Mas esse foi o momento mais tenso ali entre as duas equipas.
Foi o jogo. É aquela base que eu me lembro dos distritais que começam em 1990, que do pescoço pra baixo é tudo canela. Portanto, basicamente, e o que o Paraguai fez ontem foi um bocadinho. Uma coisa é tu teres chama, intensidade, o amor, porque sabemos que esta América do Sul tem muito isso, e ainda bem, que é sentir o país, o jogador é um bocadinho adepto e, portanto, isso é importante. Depois há um limite, e o limite também tem que ser imposto pelo árbitro. Por exemplo, aquilo que aconteceu na marcação do pênalti é só surreal. O árbitro não tem que ir pra cima da marca do pênalti, tem que se afastar da marca do pênalti. E todos aqueles que não conseguem perceber a fronteira do que é ética ou o que é antiético, o que é o fair play, e vão lá pra pisar o pé, pra pôr ali o pé, pra ver se aquilo fica deformado, tal, pro pênalti ser difícil, deve levar cartões amarelos. E se fizesse isso uma vez, os outros não iam lá. Há aqui uma culpa do árbitro, mas há aqui um aspecto ético. É só pra avisar a malta que estão a ser vistos por meio bilhão de pessoas no mundo. É assim, muitas pessoas estão a ver os jogos. E, portanto, isso não faz sentido nenhum. Estas são daquelas medidas que eu não tenho dúvidas como é que eu resolvia, que é como, eu não estou a favor da lei Prestianni, mas é agarrar na lei Prestianni e dizer assim: há um pênalti. O adversário não tem que ir lá pôr pezinhos nem nada. A lei já contempla para os guarda-redes quando fazem isso Quando o treinador lhe dá cartão amarelo, é passar isso para cartão vermelho e está resolvido. E como é cartão vermelho, o VAR intervém. Faz-se isso uma vez e acaba-se e resolve-se o problema como se tem resolvido. A França encontrou dificuldades num tipo de futebol que é difícil, pela questão do bloco baixo e pela atitude, que nem sempre foi ética, porque a França, se calhar, contra o Marrocos, resolve o jogo porque consegue na segunda parte perceber e se afasta daquela pressão alta que os canadenses fizeram, que foram completamente surpreendidos. E depois uma coisa que todos nós sabemos, a seleção portuguesa também tem alguém que trabalha muito bem isto, que é a questão da bola parada. Sabemos que é um momento do jogo e neste contexto atual em que os jogos muitas vezes estão amarrados, ou é o gênio do jogador que faz uma coisa extraordinária, e França tem muitos desses, por exemplo, ou então é a questão do momento da bola parada que pode fazer a diferença. Por isso vai ser um grande embate. Eu tenho a ideia que este Marrocos, se calhar estamos todos de acordo, é melhor, ou muito melhor, ou melhor pelo menos que o Marrocos que ficou em quarto lugar no último mundial. Estava a ouvir o João Pinto logo que foi o primeiro a intervir, e para mim também acho que é. Isto são jogos a matar e é uma final e, portanto, tudo pode acontecer. Mas eu acho que há muito boas seleções num patamar, onde o Marrocos está claramente, e depois há a França. Eu acho que a França, no meu ponto de vista, está acima de todos os outros. Como são jogos de eliminar e são os tais 90 mais 30 minutos no limite, tudo pode acontecer. Vai ser um grande embate, é também mais uma prova, mas também estou com o Luís, que se calhar a França vai se sentir, não quer dizer ganhe, mas se calhar sente-se mais confortável num jogo em que a equipa adversária também vai assumir, como é o caso de Marrocos, mesmo que assuma menos do que num jogo de bloco baixo. Portanto, vai ser um grande embate, este França e Marrocos, que é o passe que segue.
Exato. Nos quartos de final. Entretanto, nos oitavos e hoje também temos dois grandes jogos. Não sei quanto a vocês, mas estou muito curioso para este Brasil-Noruega, que acontece às 9h de Portugal continental. É um jogo em Nova Jérsia. O Brasil chega aqui depois de um jogo duríssimo contra o Japão, que foi resolvido já aos 90 mais cinco por Martinelli. A Noruega também carimbou a passagem nos instantes finais contra a Costa do Marfim. Têm surgido muitos memes, não sei se têm acompanhado nas redes sociais, de muitos brasileiros que têm demonstrado alguma preocupação em relação a Erling Haaland. Luís, o Brasil tremeu muito frente a esse Japão. Hoje apanha uma Noruega que tem esta força da natureza chamada Erling Haaland. O que achas que vai acontecer? O Brasil está em crescimento e vai conseguir pôr isso de parte ou a Noruega pode mesmo ser a grande surpresa e eliminar a seleção canarinha?
Eu acho que o Brasil vai passar. Acho que o Brasil está em crescimento e tem a vantagem de ter um treinador muito experiente, muito sereno, que ainda contra o Japão percebeu-se que aquela serenidade e a forma como mexeu na equipe ajudou muito o Brasil a dar a volta. Eu acho que essa vantagem de ter um treinador muito mais experiente no banco pode ser importante.
É um Brasil mais tático, Luís, do que inspirado na criatividade, às vezes, de um gênio ou dois que podiam fazer a diferença? O Miguel Cordeiro hoje falava disso no Diário do Mundial.
Sim, em certa medida faz-me lembrar o Brasil de 94, que também foi um campeonato do mundo nos Estados Unidos, que tinha uma dupla de avançados muito boa, mas tinha um meio-campo muito consistente de trabalhadores, como o Dunga, por exemplo, que eram aqueles carregadores de piano e era uma equipa muito consciente e muito equilibrada, menos aquele Brasil que às vezes a gente gosta, que conseguia às vezes juntar o Ronaldinho, o Rivaldo, o Ronaldo. É um Brasil um bocadinho mais pragmático, embora o Vinicius esteja a fazer um grande campeonato do mundo e é sempre o jogador que desequilibra muito. A Noruega tem aquele lado físico sempre, também tem talento, mas eu acho que neste ponto já se calhar vai-se notar um bocadinho a falta de experiência a este nível, e um bocadinho, se calhar, a pressão e o nervosismo dos jogadores nunca terem jogado uma grande competição e estarem a defrontar o Brasil. Se tivesse que apostar, apostava no Brasil.
João Pinto, partilhas da mesma opinião? Tu falaste muitas vezes da questão de Cabo Verde, que ia chegar a uma altura em que o sonho ia terminar. A Noruega também fez uma fase de qualificação imaculada, deixou para trás a Itália, por exemplo, é uma das grandes seleções que está de fora deste mundial. Acreditas que hoje o sonho da Noruega, vamos pôr aqui entre aspas, também fica pelo caminho frente a este Brasil?
Eu concordo com aquilo que foi dito por ti, ou seja, também estou muito entusiasmado para ver o jogo. Também estou realmente em pulgas, porque acho que vai ser um grande jogo.
E é uma boa hora, ninguém vai estar a dormir a essa hora.
Exatamente. Dá para ver com caracóis. Mas a ideia que eu tenho é que o Brasil tem alguns problemas na equipa. Os laterais são um problema. Há alguma coordenação no meio-campo que ainda está por fazer, não há Lucas Paquetá. Ainda não há Raphinha, também. Portanto, o Brasil ainda tem algumas coisas por melhorar. E a Noruega, igual. Eles para jogarem com o Sorloth e com o Haaland, também têm que fazer um jogo de compensações, que taticamente aquilo não equilibra muito a equipa, viu-se isso contra a Costa do Marfim, viu-se uma equipa da Noruega sempre à procura de um equilíbrio que não está ali com os astros todos alinhados. E dentro desses equilíbrios, dessas fraquezas, das forças que depois têm com o Vinicius, com o Haaland, acho que vai ser um jogo muito engraçado, porque vai haver espaço, vai haver essas tais fraturas táticas e vamos ver como é que os dois treinadores conseguem explorar isso. Tem tudo para ser um grande jogo. Para mim é 50/50. Com os jogadores que estão em campo, é muito difícil dizer que há favoritismo. Há sempre a questão canarinha, o secret é o secret, mas definitivamente é um jogo de 50/50 para mim, até porque vejo que a Noruega, se passar esta, tem uma grande probabilidade de sonhar com uma coisa muito bonita
Chegar à meia-final, à final. Acho que tem tudo para ser a surpresa do mundial, o Brasil vai ter que fazer tudo o que sabe.
E o mata-mata é sempre muito imprevisível. Bem, Pedro Henriques, temos aqui duas perspectivas diferentes. Vais desempatar isto, porque o João Pinto está 50/50, o Luís Pinto Coelho, penso eu, que disse 70/30. E tu, neste caso, para o Brasil, Luís?
Sim, de forma rápida. Deixa-me também tocar na questão do México, de forma rápida.
Já lá íamos também, mas sim, já podes ir ao México também.
Ok. Então pronto, só para dizer que, antecipando, em relação à questão do jogo do México, dizer o seguinte: um dos fatores importantes é o fator casa. E sabemos que o Canadá fez disso uma fortaleza, como os americanos também estão a fazer e como o México. Não é por acaso que essas três equipes da América do Norte acabam por aparecer neste contexto aqui.
Ainda não perderam, não é?
Ainda não perderam e não apareciam. O Canadá agora já foi eliminado. Mas dizer o seguinte, não é um pormenor, é a localização do Estádio Azteca. Voltamos à mesma história que as pessoas acham que é pouco relevante, mas tem toda a relevância e importância. E viu-se o que aconteceu no jogo Portugal, que fez dois jogos, neste caso, por questões diferentes de temperatura e umidade em estádio fechado, e quando chegou ao terceiro, aquilo ao intervalo, parecia que não tinham as camisolas. Percebia-se que até na maneira como eles respiravam, eles estavam com grandes dificuldades. E eu relembro que este Estádio Azteca está a 2200 metros de altitude, acima do nível da água do mar, o que faz com que o ar seja mais rarefeito, ou seja, aquilo que é a quantidade de oxigênio disponível para o atleta ou para o ser humano, para o corpo, é menos disponível e, portanto, aumenta o desgaste. E isso como é que se resolve? Resolve-se fazendo a adaptação, porque o corpo quando está perante essas situações, o que faz é aumentar o número de glóbulos vermelhos para ajudar a transportar o oxigênio e ter a mesma quantidade de oxigênio disponível. Com menos oxigênio disponível, tu cansas-te mais depressa. Quem estiver mais adaptado, e isso é importante, porque é um jogo de desgaste, mesmo com as paragens que vai haver. Isto também é um fator muito forte. Claro que os ingleses sabem isso, todas as seleções sabem isso. Prepararam-se eventualmente para isso, mas nunca é a mesma coisa, por muito que te prepares ou estejas lá já adaptado. Esse acho que vai ser um fator também a poder desequilibrar em favor do México. Em relação ao jogo do Brasil, eu não sei se vou desempatar ou não, eu acho que o Brasil é favorito, ponto. Olhando para todos os fatores, para os e contras, acho que vai haver grande espetáculo fora das quatro linhas, sob o ponto de vista das bancadas. Noruega tem-nos surpreendido com aquele run, com aquele remo, e obviamente com muita festa. E os brasileiros são os brasileiros, já sabemos que é um povo de alegria, de festa e o futebol faz parte quase do ADN, é como os braços e as pernas que eles têm, e ainda bem que assim é. E acho que este também é uma prova. Estou de acordo quando o João Pinto diz que a Noruega, se passa esta eliminatória, vai pensar de outra maneira para tudo aquilo que possa fazer daqui para frente. Mas também acho que esta é uma prova de fogo para o Brasil, porque se o Brasil quer ser campeão do mundo, obviamente, como todas as seleções, tem que ganhar, mas hoje tem aqui uma prova de fogo de um patamar que eu considero, por diversos motivos que já foram aqui explicados, um bocadinho acima de todos os outros que o Brasil já teve. Portanto, vamos ver o que é que vai acontecer, mas eu se tivesse que dar, não 50/50, e desequilibrar isso para um lado, eu desequilibrei sempre para o lado do Brasil, que me parece que dentro da ginga e dentro daquilo que ainda é o futebol brasileiro, eu acho que tem mais argumentos para poder chegar. Agora, é um jogo terrível, vai ser um jogo terrível e felizmente a boas horas, o João Pinto com caracóis, eu é mais com barras fitness e alguns chumos detox.
E a minha mais tremoços. João Pinto, lançando também esta partida do México e da Inglaterra. Eu vou ter que falar disto, que é segundo as previsões dos Simpsons, não sei se és fã ou não, o México chegaria à final com Portugal.
É isso, e os Simpsons nunca se enganam. Nós sabemos. Eu acho que Inglaterra, tudo bem, a altitude e os glóbulos, sim, senhora Pedro Henriques, mas Inglaterra tem zero razões para falar, porque em 66 Inglaterra jogou os jogos todos em Wembley. Não era 2020, eles jogaram os jogos todos em casa. E portanto acho que esta coisa de quando é dos outros a gente lembra-se, também é um bocado injusto. Até inclusive agora por causa desta questão da altitude, fala-se que os homens vão poder utilizar Viagra para melhorar a performance. E eu acho bem, mas atenção nos lances de bola parada, na posição natural do corpo. Cuidado. Mas pronto, respirem fundo, menos crane, mais plane, e vamos a isso.
E como é que vai ficar isto? México e Inglaterra, neste caso.
Eu acho que a Inglaterra acaba por ganhar.
Luís, as tuas previsões também para este jogo. O México que tem estado a fazer aqui uma fase bastante imaculada, ainda sem derrotas, a Inglaterra que tremeu um bocadinho neste último jogo frente ao Congo, vitória por 1 x 0.
Não, eu aqui eles nem com Viagra vão lá. Acho que vai ser para o México. Acho que o México está muito forte e vai sufocar a seleção inglesa. Acho que eles a jogarem em casa naquele estádio incrível.
Então acreditas nos Simpsons, é isso?
Sim, acredito. Estou aqui no lado oposto de João Pinto. Acho que isto vai ser para o México e Portugal na final. Mas acredito que o México pode passar. Tem uma seleção muito consistente, muito forte e a jogar em casa, eu acho que esse fator vai ser preponderante. Ali o público todo a empurrar, eu diria que hoje é Brasil e México.
Muito bem. Brasil que joga com a Noruega às 9 da noite, hora de Portugal continental. E temos também este México e Inglaterra à 1 da manhã. Possivelmente, já vamos estar com olho fechado e outro aberto. Dar nota também que amanhã Portugal joga com a Espanha, jogo às 8 da noite. Vamos ter hoje conferência de imprensa de Martínez e um jogador da seleção às 18h45. Vamos transmiti-la aqui em direto na rádio com o nosso ponto de lança Miguel Cordeiro, que vai estar a acompanhar esta conferência em Dallas. Depois também vamos ter e transmitir a conferência de imprensa de Espanha. Portanto, o Miguel também vai acompanhar essa mesma conferência dos espanhóis para lançar esse encontro frente a Portugal. Queria ainda aqui muito rapidamente, e sei porque o Luís Pinto Coelho gosta bastante deste jogador, e queria só falar disto com o Luís. Gustavo Sá, Luís, que pode estar a caminho do West Ham. É uma transferência recorde para o Famalicão. Falamos aqui de 20 milhões de euros. O Famalicão queria ainda tentar chegar aos 25 milhões, parece que não vai ser possível. Ainda assim, é uma grande venda, mas falamos de um West Ham que está no Championship. É um bom destino para Gustavo Sá?
Eu acredito que sim. Acho que é um bocadinho bom para todas as partes. Para o Famalicão é mais uma grande venda, uma gestão incrível do Miguel Ribeiro. E depois acho que para o Gustavo Sá também é. O Championship é verdade, mas eu acho que é um ano e o West Ham está na Premier League outra vez. Acho que é o grande candidato até a vencer o Championship. Viver em Londres também não é propriamente desagradável, por isso acho interessante para o jogador, para o Famalicão e para o West Ham, que perde Matheus Fernandes, mas vai buscar o Gustavo Sá, que fica com qualidade na mesma. As três partes ficam bem servidas e satisfeitas.
Muito bem. Vamos passar então para as notas de campeão. Vou começar por ti, João Pinto.
Uma nota de campeão para um assunto que não tivemos tempo de falar, para Jakub Kaminski, o tal extremo polaco que o Benfica quer ir buscar. Claro que já estive aqui a ver algumas coisas no YouTube. Gostei de algumas, não achei que seja um jogador que venha acrescentar alguma coisa. É uma excelente alternativa, mas não acrescenta muito, não tem muito jogo de cabeça, não tem aquela velocidade relampeante. Não sei se não há por cá jogadores parecidos. Mas pronto, nota 15 para isto, parece-me ser um jogador aceitável. E depois nota 20 para aquilo que aconteceu ontem nas conferências de imprensa de França, que eu tive a oportunidade de ler depois dessa batalha campal. Gostei muito da atitude dos jogadores e do selecionador francês a dizer que assim também já não dá. Do ponto de vista de arbitragem, tudo bem que o critério seja largo, mas a dada altura isto também já não é futebol.
Pedro Henriques, as tuas notas de hoje.
Vou fugir aqui do tema do Mundial, pode parecer estranho, mas começou ontem uma coisa que todos nós acho que gostamos, que é o Tour de France. Sabemos que a Vuelta, o Giro e o Tour são as três grandes voltas, mas o Tour de France é como a França em relação aos outros, está um bocadinho acima. É a edição 113, começou ontem em Barcelona, vai até dia 26 de julho. São 21 etapas, agora já são 20. Vai começar dentro de 10 minutos, pelo menos a transmissão televisiva, com mais uma etapa. Tudo começou em Barcelona, como sabemos, são 3320 km e é vermos o que vai acontecer e acho que é um tira-teimas de dois grandes ciclistas, acho eu que vai ser entre eles a coisa, o Vingegaard e o Pogačar. E vai ser espetáculo, realmente, neste caso, sobre duas rodas e nota 20, porque eu gosto muito de ciclismo. Gosto de ver, gosto também de fazer. Hoje até vai ser em bicicleta estática, olhar para a televisão e estar a pedalar e fingir que está lá no meio deles. Mas de qualquer maneira, nota 20 para isto, que é o Tour, que realmente vão ser aqui três semanas deliciosas.
E consumo detox ao lado. Pedro Henriques, sempre apologista das alimentações muito saudáveis. Luís Pinto Coelho, vamos às tuas notas.
Vou dar aqui um 18 para o dia do Mundial, porque são dois jogos que me parecem que podem ser dois espetáculos fantásticos. Agora há menos jogos, começamos a ficar um bocadinho tristes porque há menos jogos, mas espero que a qualidade destes dois jogos, e parecem-me que podem ser aqui dois jogos extremamente interessantes, que compensem a quantidade de jogos que é menor pela emoção dos dois que vamos ter, por isso um 18 para o domingo do Mundial.
Ficamos com as notas do Luís Pinto Coelho, Pedro Henriques e João Pinto nesta edição de domingo de “O Campeão É”. Amanhã estamos de regresso, mas com a edição habitual durante a semana, que é para ouvir depois do jornal da 13h. Um abraço a todos e bom resto de fim de semana.










