CIÊNCIA

Quando um bairro também cuida dos seus animais


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Olá, seja bem-vindo ao penúltimo episódio do podcast “Viver num Bairro Feliz”, o espaço onde damos voz aos projetos que tornam as nossas comunidades mais verdes, humanas e solidárias. Este programa conta com o apoio do Pingo Doce e chega na altura certa, porque as candidaturas para a sexta edição do programa Bairro Feliz já estão a decorrer nas lojas de todo o país. Por isso, se tem um projeto local em mente, este é o momento. Hoje, o nosso foco vira-se para aqueles que não têm voz, mas que fazem parte dos nossos bairros e das nossas famílias, os animais e o ambiente. Cuidar da comunidade significa também zelar pelo bem-estar dos animais. Eu sou a Maria João Simões e para conversarmos sobre isto, estão comigo Inês Martins, gestora de projeto do Pingo Doce, e Liliana Branco, presidente da direção da União Zoófila. Bem-vindas, muito obrigada por estarem conosco.
Olá, bom dia. Antes de mais, muito obrigada pela oportunidade e o convite de estar aqui.
Obrigada nós.
Olá, bom dia a todos. Obrigada pelo convite e que bom estarmos aqui para falar sobre felicidade.
É mesmo. Inês, o Bairro Feliz apoia causas em várias frentes e o ambiente e a causa animal são muito valorizados pelos vizinhos. Com a sexta edição a decorrer e as candidaturas abertas, que tipo de projetos nestas áreas é que o Pingo Doce espera ver submetidos pelas associações locais?
De facto, a causa animal é muito importante para as comunidades, porque vai muito além da proteção dos animais. Tem impacto na saúde pública, na segurança e na qualidade de vida das pessoas. E quando apoiamos associações nesta área, que representam cerca de 6% das causas apoiadas pelo Bairro Feliz, estamos a ajudar a prevenir o abandono, a controlar a superpopulação animal através da esterilização e garantir melhores cuidados de saúde aos animais. Mas há também uma componente humana muito forte nesta área. Os animais fazem parte da vida de muitas pessoas, trazendo companhia e bem-estar, e o trabalho destas associações ajuda a criar comunidades mais solidárias e responsáveis. Por isso, nesta sexta edição do Bairro Feliz, esperamos continuar a receber candidaturas que apoiem diretamente o trabalho destas associações, seja através de alimentação para os animais, cuidados veterinários ou campanhas de esterilização. São projetos muito importantes durante todo o ano, mas especialmente nesta altura de verão, quando infelizmente sabemos que o aumento-
Do abandono, não é?
Exatamente. E a Liliana poderá falar melhor sobre o tema, mas realmente é algo muito impactante. E também quando falamos da área de ambiente. Há também muitas causas que fazem diferença na comunidade, desde projetos sobre limpezas de praia, rios, espaços públicos, aquisições de equipamentos para ações ambientais, iniciativas de reciclagem, economia circular, poupança de água. Posso dar aqui um exemplo muito concreto. Tivemos uma associação de cuidados de saúde que, com o apoio do Bairro Feliz, adquiriu vários tablets, uma vez que consumia cerca de 150 a 200 folhas de papel diariamente para tratar de processos burocráticos.
E o impacto que isso tinha.
E este apoio trouxe, efetivamente, uma mudança gigante ambiental e também de eficiência a longo prazo nesta associação.
Uma das grandes causas vencedoras de uma edição anterior foi precisamente a da União Zoófila, que acolhe e cuida de centenas de cães e de gatos. Liliana, o vosso projeto focou-se em coisas muito práticas e urgentes, como patês para disfarçar a medicação diária e areia para os gatos. Qual é o real impacto que este apoio tem no bem-estar dos animais que estão em tratamento ou que estão a recuperar?
Nós começamos por, obviamente, agradecer a oportunidade de ter ganho. Sabemos que são várias organizações e várias causas, todas elas importantes, naturalmente. Tem um grande impacto esse apoio que conseguimos através do Bairro Feliz, porque efetivamente nós temos cerca de 500 animais. Os números são sempre variáveis, porque estão sempre a entrar e a sair, felizmente, também temos adoções, mas os pedidos de entrada são sempre em números superiores. Temos muitos animais que fazem medicação diária e bidiária e tem que ser sempre acompanhado de patê, não há outra maneira. E usamos também, relativamente às comidas, que nem sempre são de uma qualidade que eles apreciem, porque também são com uma base considerável de donativos e muitas vezes para disfarçar, quando a comida é de menor qualidade, tem que ser com um bocadinho de patê. Eles agradecem, a comida passa a ser espetacular. Mas usamos o patê sobretudo para a questão da medicação e é uma ajuda mesmo muito grande, porque conseguimos comprar maiores quantidades, porque usamos a marca da casa que nos dá essa oportunidade e conseguimos perfazer alguma quantidade considerável para dar essas medicações.
Inês, ver que o donativo financeiro do Pingo Doce vai direitinho ao coração das necessidades mais reais e imediatas de uma associação, como a alimentação especial e a higiene, é o verdadeiro objetivo e a magia do Bairro Feliz, não é?
Sem dúvida, Maria João. Uma das coisas mais bonitas no Bairro Feliz é precisamente conseguirmos ajudar associações naquilo que precisam mesmo. Muitas vezes não estamos a falar de grandes obras ou investimentos, mas necessidades muito concretas do dia a dia, como a alimentação, os produtos de higiene, medicamentos. E é estas ajudas que fazem realmente diferença. E no caso da União Zoófila, que eu já tive o prazer de visitar e conhecer de perto o trabalho inacreditável que fazem diariamente com tantos e tantos animais. É incrível. E de facto, deixa-nos mesmo muito contentes saber que o apoio do Bairro Feliz vem trazer aqui alguma diferença no dia a dia dos animais, mas também um alento, eu diria, para tantas e tantas pessoas que se dedicam com tanto carinho a cuidar desta causa e de todos os animais que a União Zoófila apoia. E, portanto, o Bairro Feliz não é apenas um apoio financeiro, eu acho que há aqui uma outra dimensão muito importante também, que é a visibilidade que damos às causas. Durante o período de votação, as associações estão presentes nas nossas lojas e milhares de clientes ficam a conhecer o trabalho que desenvolvem nas suas comunidades. E estas instituições fazem um trabalho extraordinário, mas nem sempre têm a notoriedade que merecem. E o Bairro Feliz ajuda aqui também a dar voz e a aproximá-las das pessoas e a angariar novos apoiantes, novos voluntários e outras formas de ajuda. No fundo, mais do que financiar projetos, o Bairro Feliz cria ligações entre os vizinhos e as causas locais, e isso é algo que tem um impacto muito além do donativo e do apoio que entregamos. O verdadeiro objetivo do Bairro Feliz é transformar a ajuda dos nossos clientes em impacto real nas comunidades. E muitas vezes são estas necessidades reais, simples e imediatas que acabam por fazer verdadeiramente a diferença.
Liliana, estamos a terminar. Na prática, de que forma é que este apoio aliviou a vossa rotina diária no abrigo? E que mensagem ou apelo gostaria de deixar para motivar outras associações de proteção animal ou ambiental até, a candidatarem-se agora à nova edição do Bairro Feliz?
Acho que todas as associações, sobretudo na causa animal, naturalmente, que defendo, não obstante as restantes, claro, mas acho que é importante, porque sem dúvida que tira algum peso financeiro da luta diária, que é ter donativos para conseguir Por fazer todas as necessidades de uma associação, mesmo que tenha menos animais, basta que tenha animais mais idosos, doentes, que já faz muita diferença nos custos que isso implica. Mas também, e nesse aspecto acho que este projeto veio dar alguma visibilidade, porque normalmente as pessoas tendem a pensar que ou se apoia pessoas ou se apoiam animais, mas cada vez mais as associações que protegem animais ajudam as pessoas. Hoje em dia, contrariamente ao que acontecia há uns anos, não é no verão, sobretudo, que aparecem animais. Isso tem vindo a ser contrariado. Infelizmente, é todos os dias. E as causas são cada vez mais por questões financeiras, por alterações sociais, perdas de casas, ordens de despejo, que as pessoas vêm munidas exatamente dessa documentação para justificar.
O abandono. Não têm como os manter.
Não têm como. E também o facto de as casas alugadas, cabe ao senhorio autorizar ou não a presença de animais. Há aqui uma situação que acaba por ser circular e são sempre eles que pagam. Cada vez mais as associações zoófilas ajudam e têm um papel social também nesta vertente de ajudar as pessoas. Temos também algumas histórias em que acaba por ser realmente temporário. A pessoa tem um momento no qual não consegue suportar e tem uma volta na vida que pode acontecer a qualquer um e é importante que as pessoas também tenham esta noção. Hoje estamos bem, amanhã não sabemos. E às vezes são mesmo situações temporárias e as pessoas voltam, reorganizam a sua vida e acabam por ficar com uma dívida de gratidão, porque nós ajudamos naquele momento e as pessoas voltam e vão realmente buscar os animais. Cada vez mais são duas causas que as pessoas não têm que escolher lados. É uma ajuda, funcionam todos, é uma simbiose, acaba por ser, e acho que o Bairro Feliz vem também mostrar que é possível ajudar todas as causas sem ter de escolher.
Liliana Branco e Inês Martins, muito obrigada por esta conversa tão boa em prol dos animais do nosso bairro. Foi um gosto conversar convosco.
Obrigada.
A quem nos ouve, lembro que as candidaturas para a sexta edição do Bairro Feliz estão abertas. Se faz parte de uma associação de proteção animal, ambiental ou de projetos de saúde, esporte e apoio social, candidate a sua causa no site do Pingo Doce ou informe-se na sua loja habitual. Nós voltamos no próximo episódio de “Viver num Bairro Feliz”. Até lá, cuide de si e dos seus vizinhos.

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