CIÊNCIA

Comunidade lusa mobiliza-se após sismos na Venezuela

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Empresários, empresas portuguesas e membros da comunidade lusa local criaram centros de recolha de produtos para apoiar vítimas dos sismos que abalaram na quarta-feira a Venezuela, deixando milhares de pessoas afetadas.“No Santuário de Nossa Senhora de Fátima, de Carrizal, habilitámos um centro de recolha de alimentos não perecedouros, artigos de higiene pessoal, roupa, sapatos e inclusive medicamentos e materiais de primeiros auxílios”, explicou um dos responsáveis à agência Lusa.Aquilino de Gois de Viveiros explicou que várias pessoas fizeram doações, que vão ser enviadas para centros médicos e para La Guaira, um dos estados mais afetados pelos sismos.
“Já temos algo de água [potável], roupa para crianças, farinha de milho, açúcar e latas de atum. De La Guaira nos estão pedindo também martelos, enxadas e pás, para romper escombros e já estamos comprando alguns materiais”, disse.Por outro lado, vários portugueses disseram à Lusa que foram criados também centros de recolha de produtos no Centro Luso Larense, no Centro Social Madeirense, na Casa Portuguesa Venezuelana de Carabobo, no Centro Luso-venezuelano de Araure e no Centro Português de Guayana.O Centro Português de Caracas está temporariamente encerrado, uma vez que os sismos provocaram gretas no chão do terceiro andar e em algumas paredes, havendo também uma fissura no chão na área das piscinas.Várias empresas de portugueses estão também a recolher produtos para afetados, entre elas o Banco Plaza e as redes de supermercados Gama, Plazas e Páramo.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.Entre os mortos, há pelo menos 28 portugueses e lusodescendentes, e outros 85 estão desaparecidos.Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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