A taxa que muda as encomendas e o regresso à reforma laboral
Julho traz uma mudança nas compras online. A medida vai mexer no bolso de quem faz compras em lojas fora da União Europeia (UE), como nas conhecidas Shein, Temu e AliExpress. A mudança, que arrancou esta quarta-feira, 1 de julho, traduz-se numa taxa para as encomendas até 150 euros — consideradas de baixo valor — que acrescenta, no mínimo, três euros (mais IVA) às compras.
Porquê no mínimo? É que o valor a pagar depende da composição do carrinho de compras, não sendo um valor fixo de três euros por encomenda. Se tiver no carrinho de compras cinco t-shirts, paga três euros, porque os produtos pertencem todos à mesma categoria. Mas, se a encomenda é de uma t-shirt e de um relógio, o valor passa a ser de seis euros, porque são artigos de categorias diferentes. E assim sucessivamente — quanto mais categorias, mais se paga.
Até aqui, as encomendas de baixo valor vindas de fora da UE estavam isentas de pagamento de direitos aduaneiros. Foi dessa forma que o comércio foi crescendo e crescendo. Só que, agora, Bruxelas considera que essa isenção “já não se adequa à realidade no mercado”. Só no ano passado entraram quase 5,9 mil milhões de artigos vindos de fora da UE sem o pagamento de qualquer valor aduaneiro.
A partir de agora, é pedido olho vivo aos consumidores sobre a origem das suas encomendas para não terem surpresas com o custo final. E também alguma paciência: os CTT já alertaram para “constrangimentos operacionais e tempos de desalfandegamento superiores aos atualmente registados” devido à nova medida.
Depois das negociações entre PSD e PS para salvar a Prestação Social Única (PSU), esta foi aprovada na votação final global no Parlamento. A alteração, que vai concentrar 13 apoios sociais numa única prestação, contou com os votos favoráveis do PSD e CDS. O PS e a IL abstiveram-se, viabilizando a PSU.
No dia seguinte, a ministra do Trabalho e Segurança Social descreveu, em entrevista ao Observador, que o novo regime da PSU “é mais responsabilizador, mais exigente”. Maria do Rosário Palma Ramalho afastou a ideia de “cedências” ao PS para conseguir o acordo.
A governante declarou que a sua “missão não está terminada”, sublinhando a vontade de voltar à carga na reforma à lei laboral. O que acontecerá “quanto mais depressa melhor”. E reiterou a vontade de voltar ao tema já esta quarta-feira no Parlamento, onde foi anunciada mais uma reforma — a do abono de família.
Luís Montenegro foi esta terça-feira a Guifões, em Matosinhos, para a cerimónia de lançamento da primeira pedra da fábrica de comboios da Alstom. Está previsto que a construção da fábrica custe 28,6 milhões de euros, com data de conclusão prevista para 2028. Quando estiver com a operação a todo o vapor, a fábrica deverá dar trabalho a 300 pessoas e permitir a construção de 81 comboios.
Na cerimónia, o primeiro-ministro criticou a demora no processo concursal da fábrica, de um concurso que foi lançado em 2021, quando Pedro Nuno Santos era ministro das Infraestruturas. Cinco anos depois, Luís Montenegro teceu comentários sobre o “excesso de burocracia” e as leis ligadas a “garantias de transparência que são de tal maneira meticulosas que só atrapalham”.
A Renova abriu esta semana as portas da fábrica de Torres Novas aos jornalistas para inaugurar a central de biomassa. Um investimento na ordem de 11 milhões de euros, para permitir à empresa que produz papel higiénico e guardanapos, substituir o recurso a gás natural no processo de secagem na produção de papel.
Esta é apenas uma das alíneas dos mais de 150 milhões de euros que a Renova já investiu nos últimos 12 anos. Ao Observador, Paulo Pereira da Silva, presidente da companhia, explicou que o investimento “nunca acaba”.
Com a central de biomassa, a empresa que fabrica o papel “mais sexy do mundo” consegue “poupança energia, competitividade, redução da pegada carbónica e coerência para os nossos produtos. Não é só ter produto”, disse o presidente.
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