22h. Estado condenado a pagar 15 mil euros a José Sócrates
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As notícias. Começa agora o Jornal das 10, edição da jornalista Laura Figueiredo e começamos com a Operação Marquês. O Estado foi condenado a pagar €15 mil a José Sócrates.
O Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa concluiu que o ex-primeiro-ministro foi lesado durante a investigação. Segundo o acórdão a que o Observador teve acesso, o montante visa compensar o antigo chefe de governo pelos danos sofridos em virtude da divulgação de informações sujeitas a segredo de justiça por órgãos do Estado durante a fase de inquérito. Em causa está o conhecimento por órgãos de comunicação social de que José Sócrates seria detido em novembro de 2014 no Aeroporto de Lisboa, tal como acabaria por acontecer, e também dos atos de que era suspeito, noticiados numa altura em que só tinham acesso ao processo o juiz de instrução criminal, a Autoridade Tributária e o Ministério Público. José Sócrates, que intentou a ação em 2017, exigia ser indenizado em €205 mil. Acrescentava a isto queixas sobre a duração excessiva do inquérito. A indenização é assim atribuída parcialmente, uma vez que o tribunal concluiu que não houve qualquer atuação ilícita do Estado, aponta apenas para o elevado grau de complexidade associado à investigação.
E Laura, subiu o número de portugueses mortos na sequência dos sismos na Venezuela, são agora 60.
Destas 60 vítimas mortais, fazem parte 10 crianças. Quanto ao número de portugueses e lusodescendentes desaparecidos, vai já em 87. Também o número total de vítimas dos sismos na Venezuela subiu. São já contabilizados 1719 mortos, um número revelado pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez. Dá também conta de uma subida do número de feridos, passa já os cinco mil.
E o ministro dos Negócios Estrangeiros reitera que Portugal vai ajudar financeiramente a reconstrução da Venezuela.
Em entrevista à SIC, Paulo Rangel anunciou a abertura de uma conta para que as pessoas possam contribuir.
Donativos que as pessoas possam vir a fazer e por isso eu pedia que não fizessem nenhum enquanto não forem divulgadas contas oficiais, que é para não haver aqui enganos nem-
Nem burlas.
Nem burlas. O ministério já pôs €400 mil para isto. Já temos também para as associações portuguesas no terreno, portanto, associações da comunidade portuguesa. Temos já €257 mil e vamos reforçar isso.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que expressou ainda especial preocupação com quem sobreviveu, mas perdeu tudo.
Sabemos que nos desalojados também há, especialmente em La Guaira, muitos portugueses. Isso mesmo, as nossas missões de salvamento que estiveram no terreno e o embaixador em Caracas também esteve, já se aperceberam. Imensas famílias que perderam absolutamente tudo. Portanto, está a falar de famílias, muitas delas, obviamente, que havia nesta fase, na Venezuela, algumas famílias portuguesas que viviam relativamente mal, mas também havia algumas que eram classes médias, médias altas.
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, em entrevista à SIC Notícias.
André Ventura acusa o PSD e o PS de irresponsabilidade na imigração.
Posição defendida pelo presidente do Chega numa conferência de imprensa na sede do partido, onde André Ventura pegou nos dados do Instituto Nacional de Estatística, que apontam para um elevado crescimento da imigração entre 2021 e 2025. Ora o líder do Chega diz que tanto o PS como o PSD são responsáveis por isto e dá um exemplo.
Recordo, a título de exemplo, o pacto de migrações e asilo, aprovado na União Europeia, com os votos contra do Chega e dos partidos associados ao Chega, mas com o voto favorável dos partidos associados ao PS e ao PSD. Foi este pacto de migrações e asilo na Europa, sublinho, apoiado pelo PSD e pelo PS, que levou a que pudessem vir de todas as partes do mundo imigrantes para a União Europeia, que não se travasse o asilo, que já passa o número de um milhão de pessoas por ano só em pedidos de asilo, e mais, que Estados da União Europeia tenham que pagar €20 mil por cada imigrante que recusam receber.
O presidente do Chega considera ainda que a prova dos nove vai acontecer na sexta-feira, na votação da confirmação do decreto sobre perda de nacionalidade, um decreto que o tribunal considerou inconstitucional por violação dos princípios da igualdade e da proporcionalidade.
Na sexta-feira teremos mais uma vez essa prova de fogo. Vai ou não o Parlamento reconfirmar que quem comete crimes em Portugal deve perder a nacionalidade portuguesa? Aquilo que parece ser inaceitável, que alguém obtenha a nacionalidade portuguesa, cometa crimes e se mantenha português. PS e PSD permitiram e na sexta-feira provavelmente vão permitir que isto continue em Portugal.
Nesta mesma conferência de imprensa, André Ventura rejeitou também a ideia, hoje transmitida pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, de que haja uma relação de beijos e amor entre o Governo e o Chega.
Paulo Raimundo diz que a derrota do pacote laboral abre condições para um novo caminho no país.
Uma posição defendida pelo secretário-geral do PCP numa marcha de protesto no Porto. O líder comunista considera que a força da mensagem de luta contra o pacote laboral pode estender-se também a outros setores.
O significado é muito maior do que aquilo que travou. Travou o pacote laboral e abre todas as condições pra abrir um novo caminho. E este novo caminho não pode ser um caminho de destruição do Serviço Nacional de Saúde. Esse caminho não pode ser um caminho de aumento brutal dos preços do custo de vida. Nós estamos perante esta coisa extraordinária, que nós já vivemos este filme noutras alturas, que é: os preços dos combustíveis sobem no mercado internacional, fazemos o lucky lucky na subida dos combustíveis nos nossos bolsos As coisas, pelos vistos, tendem a baixar no plano internacional e custa a vir essa baixa nos nossos bolsos. Isto não pode continuar assim, não pode continuar esta política de habitação ao serviço da especulação. As casas sempre a subir aqui na cidade do Porto, e não só, as rendas sempre a subir. É preciso inverter, é preciso romper com este caminho e abrir um novo caminho.
Paulo Raimundo numa marcha de luta entre a Praça da Batalha e a Rua de Santa Catarina, no Porto. Um protesto que reuniu mais de 300 pessoas que assinalaram o chumbo da revisão do pacote laboral.
E neste jornal vamos ainda olhar para o Mundial de Futebol. O Brasil conseguiu a qualificação para os oitavos de final depois de vencer o Japão por 2 x 1.
Os brasileiros começaram a perder. O gol da reviravolta só surgiu aos 90 minutos mais seis, foi marcado por Martinelli. No final da partida, o jogador mostrou-se bastante emocionado.
Não tenho nem palavras para descrever a alegria que está no meu coração agora de ver todo o povo brasileiro feliz com a classificação, minha família, minha esposa, minha mãe, meu pai, amigos. Não tenho nem como explicar o que eu estou sentindo agora. Acho que a ficha só vai cair daqui a um tempo. Estava falando com a minha família no outro dia, acertei uma bola na trave. Eu sabia que eu ia ter outra oportunidade, graças a Deus, hoje consegui fazer o gol da classificação.
Martinelli, autor do gol da vitória. Também o selecionador do Brasil, Carlo Ancelotti, mostrou-se satisfeito com o resultado, mas admite que o Japão foi um adversário difícil.
Japão não é uma equipe fácil. Equipe bem organizada, muito intensa. Feito que merecemos ganhar é muito importante. Estava esperando o Neymar na prorroga. Falei com ele, se não vamos empatar o jogo, entrava minuto 60, minuto 65.
O selecionador do Brasil a falar também sobre Neymar, que acabou por ficar no banco de suplentes. O adversário do Brasil para a próxima fase sai do jogo de amanhã entre Costa do Marfim e Noruega.
E a esta hora já decorre mais um jogo dos dezesseis avos de final.
Alemanha e Paraguai defrontam-se hoje num jogo. Diogo Varela conosco em estúdio. Boa noite. Com mais de 30 minutos, o que destacas nesta primeira parte?
Boa noite, Laura. Ao contrário dos sons que escutávamos há pouco, esse Brasil-Japão, que foi até o final muito divertido em termos de futebol jogado, este Alemanha-Paraguai está a ser muito pouco divertido. É o oposto. Muita bola por parte dos alemães. Já fizeram mais de 300 passes, comparativamente a 70 e poucos do Paraguai, posse de bola praticamente a bater nos 80% para a Alemanha. Só que depois, o que realmente importa, gols, não há, 0 x 0 com 39 minutos. E além disso, Laura, em termos de remates à baliza, a Alemanha fez dois no total, o Paraguai outros dois, ou seja, quatro remates somando as duas equipes, e só o Paraguai enquadrou um remate. A Alemanha ainda não acertou entrepostos da baliza de Orlando Gil, o guarda-redes paraguaio. Ou seja, nós com 39 minutos de jogo, há apenas um remate à baliza, foi do Paraguai. De resto, um jogo nada entretido, certamente pessoas na bancada a bocejar. Está a ser um jogo pouco emocionante.
Diogo Varela aqui com a análise desta primeira parte. Vamos nos primeiros 40 minutos deste jogo entre Alemanha e Paraguai.
E assim fechamos o jornal das 10, edição da jornalista Laura Figueiredo. Já a seguir temos Brainstorming.








