Oligarca ucraniano ferido em explosão no Mónaco
▲Ministro de Estado do Mónaco, Christophe Mirmand, diz que este "foi provavelmente um ataque terrorista"
AFP via Getty Images
O residente não viu Vadim Ermolaev, o milionário que foi sancionado em dezembro de 2023, ao abrigo de uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia promulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky. Em causa esteve o facto de Ermolaev continuar a comercializar bebidas alcoólicas na Crimeia sob ocupação da Rússia, sendo que algumas das sanções que lhe são impostas agora incluem o congelamento de bens e restrições comerciais na Ucrânia.
Antes de entrar na lista negra da Ucrânia, Vadim Ermolaev já tinha renunciado à cidadania ucraniana e obtido nacionalidade do Chipre. Estávamos em 2019 quando tal aconteceu e cerca de três anos depois, quando se iniciou a invasão russa da Ucrânia, o oligarca saiu rapidamente do país em direção ao Mónaco.Há suspeitas de que o autor do crime de segunda-feira terá fugido a pé para Beausoleil, o município francês vizinho, e está agora a ser procurado pelas autoridades. Foram chamadas dezenas de agentes do Mónaco para procurar o suspeito e 30 agentes franceses (assistidos por dois helicópteros).Para além dos três feridos, quatro pessoas tiveram de ser assistidas pelas equipas de socorro, muitas das quais tinham pequenos cortes causados pelos objetos projetados pela explosão.
O ministro de Estado do Mónaco, Christophe Mirmand, afirmou que este “foi provavelmente um ataque terrorista”. “Esta é a primeira vez na história, que eu saiba, que tal ato ocorre no principado”, disse, citado pelo Telegraph. O governante adiantou ainda que os serviços de informação estavam a investigar o histórico de todas as vítimas, com o objetivo de “determinar se outras pessoas estão a enfrentar ameaças específicas”.O príncipe Alberto II do Mónaco classificou o ataque como um “crime hediondo” e “um choque para toda a comunidade”. “Confiamos nas autoridades para esclarecer rapidamente as circunstâncias desta tragédia, identificar os responsáveis e dar todas as respostas. Mais do que nunca, o Principado de Mónaco permanecerá unido. A segurança de nossa comunidade sempre foi uma prioridade; continuará a ser assim, mais do que nunca, independentemente das ameaças”, lê-se num comunicado divulgado pelo palácio real do Mónaco.










