CIÊNCIA

EL Niño pode levar Hong Kong a bater recordes de calor

A agência meteorológica de Hong Kong previu que o fenómeno El Niño poderá levar a região chinesa a registar novos recordes máximos de temperatura este ano e em 2027.
Num comunicado divulgado na passada segunda-feira, o Observatório de Hong Kong confirmou que o El Niño está a formar-se e deverá continuar a afetar o clima na região até ao início do próximo ano.O El Niño é caracterizado por um aumento nas temperaturas da superfície no centro e leste do Pacífico equatorial. Normalmente ocorre a cada dois a sete anos e dura aproximadamente entre nove e 12 meses.O Observatório prevê que este ano o fenómeno terá “uma intensidade que varia de forte a muito forte” e recordou que um El Niño intenso “aumentam geralmente a probabilidade de temperaturas anormalmente elevadas”.
“Sob o efeito combinado do aquecimento climático, a temperatura média em Hong Kong deverá ser significativamente mais elevada este ano e no próximo, podendo resultar em temperaturas recorde”, alertou a agência.O último El Niño, em 2023 e 2024, fez desses dois anos os mais quentes já registados a nível mundial. Esse fenómeno cíclico tem um efeito dominó no clima global por vários meses.Também em Hong Kong os últimos três El Niño, em 1997-1998, 2014-2016 e 2023-2024 levaram a antiga colónia britânica a quebrarem recordes de calor, recordou o Observatório.No final de maio, a agência já tinha avisado que havia “uma grande probabilidade” de 2026 entrar para o top 10 dos anos mais quentes de que há registo em Hong Kong.
O diretor-adjunto interino do Observatório, Choy Chun-wing alertou ainda que o El Niño aumenta a probabilidade das tempestades tropicais que passem pelo sul da China este ano se transformarem em supertufões.O Observatório previu que a região deverá ser afetada por entre quatro e sete tempestades tropicais, menos do que as 14 registadas em 2025.Os tufões são fenómenos recorrentes no Sudeste Asiático, quando as águas quentes do oceano Pacífico favorecem a formação de ciclones, e o sul da China é atingido todos os anos por dezenas dessas tempestades tropicais.No final de março, a Direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau não excluiu a possibilidade da cidade ser afetada por supertufões semelhantes ao Ragasa, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025.
Segundo um estudo publicado em 2024, os tufões na região estão a formar-se mais perto da costa do que no passado, intensificando-se mais rapidamente e permanecendo mais tempo sobre terra, em consequência das alterações climáticas.De acordo com cientistas, as alterações climáticas estão a provocar fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e intensos em todo o mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Adblock Detectado

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.