CIÊNCIA

Feira com equipamento para 7.000 ressonâncias por ano com IA

O Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, passa em setembro a ter equipamento próprio e com inteligência artificial (IA) para realizar 7.000 ressonâncias magnéticas anuais, deixando de recorrer a unidades de saúde privadas para esse exame.
A informação foi esta quarta-feira avançada à Lusa pela administração da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga (ULS EDV), que, a partir da referida cidade do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, gere também os hospitais de Ovar, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis, assim como mais de 55 centros de saúde e outras estruturas congéneres na sua área de influência geográfica.Resultando de um investimento superior a 2,1 milhões de euros cofinanciado em 50% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o novo aparelho constitui o que o presidente da administração dessa ULS considera “um salto qualitativo” na autonomia da instituição e na segurança clínica de um universo potencial de cerca de 350.000 utentes.“Este é um investimento na dignidade do doente e na excelência do nosso corpo clínico”, afirma Carlos Alberto Silva. “Ao trazermos esta tecnologia para dentro de casa, estamos a dizer aos nossos utentes que não precisam de sair da sua referência hospitalar para ter acesso ao melhor diagnóstico”, defende.
O mesmo responsável realça ainda que, ao assegurar as ressonâncias magnéticas internamente, o hospital da Feira poderá “avançar para a idoneidade formativa dos seus médicos especialistas”, o que encara como “um passo vital para o futuro da unidade e da região”.Com capacidade para realizar “7.000 a 7.500” ressonâncias por ano, o novo scanner do São Sebastião permitirá não só eliminar o recurso a prestadores externos — que, só em 2025, efetuaram cerca de 7.000 desses testes a utentes da ULS EDV, a expensas do Serviço Nacional de Saúde — como também reduzir significativamente as necessidades de transporte de doentes.“Para além da vertente tecnológica, este investimento dá resposta a um dos desafios logísticos críticos da nossa unidade: elimina o transporte de doentes internados, protegendo a estabilidade clínica desses utentes e libertando recursos valiosos que estavam afetos a essas deslocações”, realça Carlos Alberto Silva.Equipado com inteligência artificial, o aparelho a instalar no hospital da Feira tem um túnel de diâmetro mais largo do que o convencional, pelo que “reduz drasticamente a sensação de claustrofobia” e proporciona “maior conforto” mesmo em exames complexos, como os que envolvem utentes com mobilidade reduzida ou em suporte ventilatório.
Quanto à inteligência artificial, o administrador da ULS diz que “a integração de protocolos rápidos e precisos garante um diagnóstico de excelência em áreas críticas como a Cardiologia, Neurologia e Oncologia”, pelo que antecipa que a nova valência da casa funcionará “com os mais elevados padrões técnicos e de proteção”.Para esse efeito, os profissionais afetos ao novo serviço estão já a receber formação intensiva, o que, segundo Carlos Alberto Silva, ajudará o Hospital São Sebastião a consolidar o seu estatuto como “um centro de referência moderno, autónomo e focado na humanização dos cuidados de saúde”.

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