CIÊNCIA

"Os jogadores de Roberto Martínez não mereceram ganhar"

Era a última dança de um dos craques do futebol moderno e não podia ter corrido melhor. Houve golos, golos anulados, emoção até ao fim e 20 longos minutos de compensação. No final, Portugal levou a melhor ante a Croácia e Luka Modric despediu-se do Campeonato do Mundo nos 16 avos de final. “Ramos salva Portugal”, lê-se na manchete do L’Équipe, que destacou o momento que colocou a Seleção Nacional na próxima fase do Mundial.
Não, este jogo não foi por Diogo – foi com o Diogo (a crónica do Portugal-Croácia)“Ramos leva Portugal aos oitavos de final num final emocionante contra a Croácia, marcado por um momento dramático com o VAR”, diz, por sua vez, o The Guardian. “Rafael Leão caiu de joelhos. O seu cruzamento acabara de ser desviado para o fundo da baliza por Gonçalo Ramos, levando Portugal aos oitavos de final do Mundial. A expressão de Leão não era de alegria, mas sim de alívio”, acrescentou o jornal inglês. Por seu turno, o The Athletic destacou o “primeiro golo de Ronaldo em fases a eliminar do Mundial após nove tentativas”. “Vamos ver mais uma vez um dos grandes nomes do futebol no palco mais importante, mas, infelizmente, perdemos outro, Luka Modric, na sua 201.ª internacionalização pela Croácia. No entanto, após um golo anulado de forma dramática nos últimos instantes, o jogo foi muito mais renhido do que Ronaldo teria desejado”, escreveu ainda.
Olhando para o próximo adversário de Portugal, a imprensa espanhola deu repercussão ao golo anulado no fim à Croácia. A Marca fala numa decisão que “dará que falar” e descreveu este jogo como “caprichoso”. “Quando parecia que o Cristiano se ia despedir dos Mundiais, ele apareceu. Quando parecia que o drama se prolongaria por mais 30 minutos, a sorte interveio. E não porque o golo não fosse bom. Porque foi um golo fantástico. Mas porque os jogadores de Roberto Martínez não mereceram ganhar. Ou melhor, a Croácia não merecia aquele final. Luka Modric não merecia esse desfecho. Com um golo no prolongamento e outro anulado no prolongamento da compensação”.Um herói que deu à Costa até chegar o Ramo(s) da paz: as notas da vitória de Portugal frente à Croácia, um a um“Que venha o bicho!”, realçou o As, que lançou o mote das hostes espanholas: “Haverá que acabar com a boa equipa portuguesa e com a sua lenda para chegar aos quartos”. “O cabeceamento de Ramos e a tecnologia de vídeo levaram Cristiano aos oitavos de final e colocam-no frente a frente com Espanha. Simplesmente espetacular”, concluiu. “Não foi, de forma alguma, um grande jogo do capitão português, que foi substituído quando o jogo ainda estava empatado. Em termos de impressões, foi mais um jogo em que Cristiano Ronaldo mal entrou em jogo e, além disso, esteve muito longe de ser decisivo na área. Foi-lhe anulado um golo por fora de jogo que teria sido um golo fantástico, mas não fez nada de especial para além do seu golo de grande penalidade. Se alguém de Portugal merecia o troféu de MVP, esse alguém é, sem dúvida, Diogo Costa. Portugal está nos oitavos graças à exibição do seu guarda-redes, que impediu, em várias ocasiões, que a Croácia aumentasse a vantagem. No total, fez cinco defesas notáveis”, analisou o Mundo Deportivo.
“Gonçalo Ramos e a tecnologia salvam Portugal de uma situação embaraçosa. O árbitro anulou três golos dos croatas por fora de jogo, o último aos 90+13′. Os portugueses serão os adversários de Espanha nos oitavos de final, embora continuem a não convencer e se tenham salvado graças a uma série de defesas espetaculares de Diogo Costa. O jogo reservou um momento épico, já que o VAR anulou um golo de Gvardiol aos 103 minutos. Um golo em que foi necessário recorrer a um microchip interno das bolas para decidir se estava ou não em fora de jogo. Um desfecho cruel que deixa a Croácia fora do torneio e marca a despedida de Modric dos Mundiais. Portugal irá defrontar Espanha nos oitavos de final e terá de melhorar muito se quiser eliminar a equipa de Luis de la Fuente”, escreveu o Sport.Abraços a Modric, o primeiro golo numa fase a eliminar e a camisola 21 no final: Ronaldo não afasta despedida no dia em que recordou Jota

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