CIÊNCIA

20h. Incêndios. Portugal aguarda resposta de Marrocos


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias na Rádio Observador. É o jornal das 20h, edição do jornalista João Lourenço. João, começamos com os incêndios. A Proteção Civil mostra-se moderadamente otimista com a ocorrência de Vouzela.
Declarações dadas há momentos em mais um briefing da Proteção Civil, pela voz do comandante nacional, Mário Silvestre, revela que o incêndio nesta zona centro do país está mais estabilizado do que aquilo que seria de esperar. No entanto, alerta para o agravar de intensidade do vento já nas próximas horas.
Todos os trabalhos que continuamos a desenvolver estão a ser favoráveis do ponto de vista do combate e, portanto, estamos a ter progressos bastante positivos neste momento naquele incêndio. Reforço que o facto de estarmos neste momento a ter sucesso nestas operações não significa que não possamos ter um revés, atendendo às condições meteorológicas extremamente complexas, nomeadamente ao vento forte que esperamos a partir das 20h.
No capítulo dos avisos, Mário Silvestre avisa que algumas zonas do país vão continuar em estado de prontidão máxima, nível quatro. Alerta ainda para as dificuldades que se vão sentir já a partir da próxima segunda-feira.
O estado de prontidão especial de dia quatro, hoje, até dia seis, fosse determinado para o seu nível máximo, o nível quatro, para a região de Aveiro, Viseu, Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela, para a região de Coimbra, região de Leiria, Médio Tejo, Beira Baixa, Oeste, Alto Alentejo e Algarve. O restante país estará em estado de prontidão especial de nível três.
Luís Montenegro também esteve presente, através de videochamada, neste ponto de situação da Proteção Civil. O primeiro-ministro pede à população que respeite e colabore com as autoridades. O chefe de governo agradece ainda a todos os que têm participado nas operações de combate aos incêndios.
Dar ainda mais destaque ao aviso que o senhor comandante operacional deixou à população para que todos possam seguir as recomendações das autoridades, para que todos possam respeitar as opções que, no terreno, aqueles que têm a competência e o conhecimento de dirigir as operações vão emitindo.
O mecanismo europeu de proteção civil já foi ativado esta sexta-feira, depois do Conselho de Ministros. Mário Silvestre destaca a ajuda dos operacionais espanhóis, quer no terreno, quer também nos céus, que está presente nestas ocorrências. Informa ainda que dois canadairas italianos chegam ainda hoje à base aérea do Beja e vão estar operacionais já a partir deste domingo.
E ainda acerca dos incêndios, João, Portugal fez contacto exploratório com Marrocos, mas ainda não obteve resposta.
Garantia deixada há momentos pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A resposta que eu disse há pouco, falei com o meu colega ministro do Interior de Marrocos, há coisa de uma hora, hora e meia. Marrocos também atravessa uma situação um pouco similar com a nossa. Estão a fazer uma avaliação e ainda hoje serei informado dessa disponibilidade.
O ministro da Administração Interna destaca ainda a coordenação com os autarcas e o Ministério da Agricultura na identificação de terrenos privados. Diz mesmo, Luís Neves, que este é um constrangimento para proceder à limpeza e facilitar também a prevenção e combate aos incêndios florestais. Diz Luís Neves que a próxima semana vai ter outro período muito grave e que está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta se as condições de calor se mantiverem. É o que diz Luís Neves nesta conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
A Força Aérea Portuguesa está no terreno pela primeira vez para ajudar no combate às chamas. A situação em Daires, no Conselho de Tondela, está a piorar.
É o que nos vai contar já o repórter da Rádio Observador, Miguel Pinheiro Correia. Dizer ainda que há dois helicópteros da Força Aérea Portuguesa envolvidos no combate às chamas. Neste momento, é a primeira vez que este ramo das Forças Armadas intervém diretamente no combate aos incêndios florestais. Uma garantia dada esta tarde pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, nesta hora que continua a ser mais difícil a situação no Conselho de Vouzela. A reportagem do jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, que está na localidade de Daires, no Conselho de Tondela, um dos locais afetados pelo incêndio que deflagrou há dois dias no Conselho de Vouzela, que também está no distrito de Viseu.
A situação em Daires complicou-se na última hora. O fumo que impede de ver onde está o fogo começa a chegar cada vez mais perto das habitações. Há muitos bombeiros aqui mobilizados para este combate às chamas, bombeiros portugueses e também equipas da Unidade Militar de Emergência Espanhola. Tem sido um trabalho aqui para tentar impedir que as chamas que têm avançado nas últimas horas lentamente para já em direção às casas e as pessoas que aqui vivem têm alguma aflição. Não só as pessoas que aqui vivem, mas as pessoas que têm terrenos aqui, como é o caso de Fátima, que está aqui conosco, estava a contar-nos. Tem aqui uma quinta de gado e estava preocupada com os animais.
Exatamente. Iria tirá-los se os bombeiros não se aproximassem para me livrar de eles arderem.
E entretanto os bombeiros chegaram.
Sim, não foi preciso, estão lá todos bem, senão eu tirava fora.
E dizia-me também que, apesar disso, consegue ter a garantia, pelo menos os bombeiros estão lá, há essa segurança, mas mesmo assim está aqui aflita.
Talvez de noite, vamos ver. Poderá ser que não, poderá ser que sim. Vamos ver.
Ainda estão a equacionar se vão ou não tirar os animais.
Exatamente. Acho que já não, mas pronto, poderá ter que ser, porque eu não gosto de ver queimar pessoas, mas também não gosto de ver queimar os meus bichinhos.
E que animais é que tem?
É frangos, galinhas e coelhos. Principalmente os coelhos, coitadinhos. As galinhas ainda se soltavam no meio do milho, mas os coelhos não.
E este terreno alguma vez enfrentou uma situação parecida de incêndios? É uma zona onde há incêndios regularmente. Não sei se já esteve em perigo alguma vez.
Aqui não, porque isto foi aqui, passou e era pior, passou por cima e tudo há 13 anos. Só que eu tinha os animais noutro sítio, que ainda era pior que aqui. Por acaso os bombeiros também acudiram. Não houve problema, que também eles acudiram. Eram animais que nem se podiam tirar, que eram porcos. É difícil tirá-los.
E estava a dar-nos conta que, pelo menos hoje, além dos bombeiros portugueses, havia também uma equipa espanhola, que, como dizia, tanto portugueses como espanhóis têm sido incansáveis.
Exatamente. Foi muito bom. Senão eu tinha que tirar. Tinha que os tirar, porque não ia deixar arder eles.
Muito bem.
De jeito nenhum.
Aqui a visão de uma moradora de Daires, não vive ou não tem uma habitação perto da zona que está a ser mais ameaçada pelas chamas neste momento e agora sente-se bastante o fumo deste incêndio que deflagrou na madrugada de quinta-feira em Vouzela, aqui perto, e que tem ameaçado as habitações. Neste momento, aqui em Daires, nas últimas horas têm esperado aqui com o apoio dos bombeiros, a chegada do fogo para que pelo menos não afete estas habitações, estas casas que vão aguardando as pessoas para que haja melhores dias, uma conclusão, pelo menos, deste incêndio que tem atormentado as pessoas de Daires.
Olhar no terreno por parte do jornalista da Rádio Observador, Miguel Pinheiro Correia. Neste sábado de julho, mais de 12 mil hectares já foram consumidos em dois dias de fogo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garante que a Europa está com Portugal nesta época de combate aos incêndios.
E terminamos com o Campeonato do Mundo. A seleção de Marrocos é a primeira apurada para os quartos de final da prova.
Vitória por 3 x 0 da seleção marroquina, que aguarda o resultado entre a França e o Paraguai. A partida, que começa às 22h, vai ser acompanhada aqui na antena da Rádio Observador.
E é assim que fechamos o Jornal das 8, edição do jornalista João Lourenço. Está de regresso às 08h30 para mais notícias. Até já!
Até já!

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