Mulheres ganham menos 244 euros do que os homens
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Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional, com a ajuda da jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Bom dia, Miguel.
E começamos com a manchete do Jornal de Notícias, que escreve, o JN, que as mulheres ganham menos 244 € do que os homens para cumprir as mesmas tarefas.
É a conclusão do mais recente barómetro das diferenças remuneratórias entre homens e mulheres da Direção Geral de Coordenação e Planeamento. O barómetro analisou o total dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo e chegou à conclusão que o ganho médio mensal e líquido das mulheres em Portugal era de cerca de 1400 € em 2024, bem abaixo dos quase 1700 € dos homens, o que representa uma diferença salarial de gênero de 14,5%. O primeiro barómetro foi realizado em 2019, sendo que, se compararmos com os valores de 2024, percebemos que a diferença salarial tem vindo a diminuir nos últimos anos, tendo em conta que as atividades artísticas, as ligadas à saúde humana e ao apoio social continuam a ser as mais penalizadas.
Seguimos com o jornal Público, com destaque para a saúde. A despesa do SNS com medicamentos oncológicos triplicou em 10 anos.
Um aumento que se deve, Miguel, à crescente investigação na área oncológica, que se tem traduzido em mais medicamentos para os doentes, tem, no entanto, representado um desafio para o sistema de saúde. Em Portugal, a despesa hospitalar com tratamentos oncológicos representa atualmente mais de um terço da despesa total com medicação na área hospitalar, tendo em conta que nos primeiros quatro meses deste ano, essa despesa com medicamentos foi de 915 milhões de euros, com a despesa em oncologia a representar 35%, com 320 milhões, o que equivale a um aumento de quase 8% face a 2025.
Passamos para o Jornal de Negócios, mas continuamos na saúde, porque as despesas das famílias neste setor representam 5% dos gastos totais das famílias.
As despesas em bens e serviços de saúde, que saem diretamente dos bolsos das famílias, moderaram no ano passado. Cresceram a 4,4%, num mínimo de quatro anos. No entanto, o peso nos orçamentos continua a ser significativo, tendo em conta que os portugueses têm-se destacado até aqui com um dos mais altos da União Europeia.
Vamos ainda, Teresa, ao Diário de Notícias. Quatro em cada 10 portugueses dizem estar pior do que no ano passado.
O barómetro do DN da Aximage mostra que há um agravamento da perceção sobre a situação económica das famílias, sendo que 63% acreditam que a situação vai continuar a piorar até ao final do ano e apenas 11% acreditam numa descida de preços. O barómetro revela que 39% dos inquiridos sente um agravamento das respetivas condições financeiras, ao passo que apenas 14% dizem estar melhor e quase metade afirma que a situação se manteve.
Passamos agora para os destaques da imprensa internacional e começamos pelo Brasil. O Folha de São Paulo faz manchete com a derrota da seleção brasileira ontem no Mundial de Futebol.
A equipa defrontou a Noruega nos oitavos de final e acabaram por perder por 2 x 1. O norueguês Haaland marcou os dois gols que lhes deu a vitória. O Brasil só marcou aos 90 mais 10, uma grande penalidade de Neymar, que depois do jogo anunciou aos jornalistas o fim da carreira pela seleção brasileira. A Folha de São Paulo destaca mesmo que a seleção de Ancelotti teve assim a pior participação desde 1990.
E fechamos esta conferência de imprensa em França. O Le Monde dá destaque às últimas atualizações do incêndio na zona dos Pireneus.
O incêndio deflagrou no sábado à noite. Neste momento, são já 4500 hectares de área ardida, tendo em conta que já foram evacuados 10 mil habitantes de cerca de 20 municípios diferentes. De acordo com a última atualização, no terreno estão cerca de 700 bombeiros, apoiados por 200 veículos. Há já registro de dois feridos graves, um morador e um bombeiro.
Teresa Freire, com a conferência de imprensa.









