CIÊNCIA

Peru inicia mudança da governação para presidente eleita

A Presidência do Conselho de Ministros do Peru ordenou a transferência da gestão governamental para Keiko Fujimori, após a proclamação da vitória nas presidenciais pelo Júri Nacional de Eleições (JNE), na sexta-feira.
Através de um ofício enviado a todos os setores do Executivo, o presidente do Conselho de Ministros, Luis Arroyo, deu no domingo início ao processo de transferência de poderes para a política de direita, para o mandato de 2026-2031, no qual ordena o início das coordenações institucionais que permitam cumprir os prazos legais previstos para a mudança de governo.“Agradeço que disponham para que a Equipa de Transferência do Titular Cessante do seu setor, bem como que os órgãos competentes adotem as medidas necessárias para garantir o desenrolar adequado do processo de transferência de gestão, facilitando a acreditação das Equipas de Transferência do Titular Entrante (ETTE)”, solicitou Arroyo aos ministérios.O responsável pediu ainda que estas disposições sejam alargadas aos vice-ministérios, à secretaria-geral, aos órgãos, unidades orgânicas, programas, projetos especiais, organismos públicos adscritos e demais entidades abrangidas, e que sejam tomadas as medidas necessárias para assegurar a disponibilidade e a entrega atempada da informação e documentação previstas.
Além disso, o Executivo ativou os protocolos de prestação de informação pública com base em critérios de colaboração institucional e continuidade do serviço, a fim de evitar lacunas na Administração e garantir que as novas autoridades recebam um panorama completo da situação do Estado.O despacho oficializou ainda a nomeação do economista Marco Vinelli por parte de Fujimori como responsável “pela coordenação do processo de Transferência do Titular Entrante do Poder Executivo”.Vinelli, que foi responsável pela campanha eleitoral do partido de Fujimori “Força Popular”, “atuará como representante para a constituição, acreditação e coordenação” das ETTE junto dos ministérios e outras entidades governamentais.Fujimori, filha e herdeira política do ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000), foi declarada na sexta-feira oficialmente presidente eleita do Peru, com a proclamação dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais, nas quais derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma margem estreita de 49.641 votos.
O JNE, a máxima autoridade eleitoral do país, aprovou os resultados, após as tentativas infrutíferas de Sánchez para impedir esse ato, ao denunciar, sem provas, uma suposta fraude contra si e reclamar a anulação da votação no estrangeiro, o que lhe daria a vitória, uma vez que foi o candidato mais votado no território nacional.A proclamação dos resultados pelo JNE marca o fim do processo eleitoral, sem que seja possível reverter o resultado, no qual Fujimori obteve 50,135% dos votos válidos, com 9.223.396 votos; contra os 49,865% de Sánchez, que obteve 9.173.755 votos.

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