CIÊNCIA

Rússia mostra otimismo após chamada telefónica Putin-Trump


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
“Guerra Traduzida” na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje, com o José Rafael Lopes, eu sou a Beatriz Noronha. Boa noite, Zé. Começamos pela imprensa russa, que dá conta de uma chamada entre Vladimir Putin e Donald Trump.
A imprensa russa abre o dia com esse grande destaque, uma conversa telefónica entre Vladimir Putin e Donald Trump, apresentada como um sinal de que Washington pode estar disposto a reabrir canais de diálogo com Moscovo. Os jornais sublinham que Vladimir Putin reiterou a disponibilidade da Rússia para uma solução política, mas insiste que qualquer negociação vai ter de reconhecer a realidade do terreno e garantir os interesses da segurança russa. Os comentadores russos defendem também que o contacto demonstra que os Estados Unidos reconhecem que não existe uma solução militar para este conflito no horizonte. Interpretam esta iniciativa como um possível ponto de viragem nas relações entre as duas potências. A cobertura transmite também a ideia de que Moscovo está aberta ao diálogo, desde que não implique cedências consideradas inaceitáveis pelo Kremlin.
Vamos avançar para falar sobre os avanços militares russos na Ucrânia.
Acaba por ser o segundo grande tema da imprensa russa no dia de hoje, a evolução daquilo que a Rússia continua a designar por operação militar especial. A imprensa estatal da Rússia destaca avanços das forças russas em várias zonas do Donbass, referindo a conquista de novas posições, bem como a destruição de depósitos de armamento ucraniano. Há ainda relatos de ataques a centros de comando e infraestruturas militares da Ucrânia. Os artigos na imprensa russa dão especial relevo ao elevado número de drones ucranianos que foram interceptados pela defesa aérea russa durante a noite. A imprensa russa apresenta isso como prova da eficácia dos sistemas de defesa do país. As notícias quase não abordam vítimas civis na Ucrânia, concentram-se essencialmente na perspectiva militar russa e na ideia de que a iniciativa continua do lado das forças de Moscovo.
Também a Cimeira da NATO está em destaque na imprensa russa.
Devido à aproximação da Cimeira da NATO, que está para breve, que não passa despercebida na imprensa russa, os jornais do país argumentam que a Aliança Atlântica está a preparar novas medidas de apoio militar à Ucrânia, interpretadas como uma escalada com Moscovo. Há ainda vários analistas citados pela imprensa russa que defendem que vários países europeus procuram prolongar o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, através do fornecimento contínuo de armas e de apoio financeiro a Kiev. A narrativa dominante sustenta que a Rússia vai continuar a responder às ameaças externas e que pretende reforçar a capacidade militar, enquanto vai deixar de cooperar com os países considerados ex-parceiros estratégicos.
Há ainda outro tema que envolve as relações entre a Rússia e o Ocidente em destaque, Zé.
Trata-se da falha das negociações entre a Rússia e os Estados Unidos da América sobre armas químicas, que não chegaram a bom porto na Organização para a Proibição das Armas Químicas. A imprensa russa acusa os Estados Unidos de utilizarem organismos internacionais para exercer pressão política sobre Moscovo e considera que Washington recusou discutir de forma equilibrada as preocupações apresentadas pela delegação russa. Segundo os jornais, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia insiste que o país continua a cumprir as obrigações internacionais, enquanto acusa vários países ocidentais de instrumentalizarem instituições multilaterais com o objectivo de ter um fim político.
Em sentido inverso, temos a ligação entre Rússia e China a ser destacada.
A realização de exercícios navais conjuntos entre os dois países, entre a Rússia e a China, que tiveram direito a uma cobertura positiva na imprensa russa. Os meios de comunicação do país apresentam estas manobras, estes exercícios navais, como prova do fortalecimento da parceria estratégica entre Moscovo e Pequim. Os artigos que podemos consultar hoje referem que estes exercícios estão a melhorar a coordenação operacional das duas marinhas para garantir a estabilidade na região Ásia-Pacífico e, ao mesmo tempo, responder aos desafios de segurança internacionais.
E a economia russa está estável, é o que defende a imprensa russa.
Embora não ocupe a manchete principal, este tema económico surge em destaque através de declarações de responsáveis russos ligados a este sector. Garantem que a estabilidade do sistema financeiro russo existe, está forte, apesar de todas as sanções que continuam a chegar do Ocidente. Os jornais russos rejeitam avaliações de instituições europeias que alertam para riscos no sector bancário na Rússia, e insistem que a economia do país está resiliente graças ao aumento da produção industrial, às exportações para o mercado asiático e também ao apoio estatal levado a cabo pela Rússia. A narrativa oficial procura transmitir confiança aos investidores e à população. Defendem que as previsões negativas divulgadas no Ocidente têm motivações políticas.
As principais notícias dos jornais russos. Fica por aqui a Guerra Traduzida.

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