América: a suscitar inveja há 250 anos
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“Ideias Feitas.” “Ideias Feitas” na Rádio Observador com o Alberto Gonçalves. Olá, Alberto, bem-vindo.
Olá, Ricardo. Boa tarde.
E hoje quero dizer a um aniversário, os 250 anos da América.
Vamos superar 250 velinhas. Quer dizer, eu por mim superaria sem problema, mas houve gente que não estaria para aí virada, já lá vamos. No sábado, para quem não reparou, os Estados Unidos fizeram 250 anos, por assim dizer, ou passaram-se 250 anos desde a independência dos Estados Unidos. E a grande maioria das invocações foi exatamente aquilo que se esperava, ou pelo menos que eu esperava, nos media em geral e sobretudo nas nossas televisões, e acho que nas televisões de boa parte da Europa não deve ser difícil imaginar que tenha acontecido assim. Houve resmas de especialistas a dizerem-se admiradores dos Estados Unidos e, em simultâneo, a lamentarem que os Estados Unidos tenham chegado ao estado de declínio atual. Evidentemente, do que eles queriam falar era do senhor Trump, que segundo eles já praticamente acabou com a supremacia dos Estados Unidos no mundo e está a um pequenino passo de acabar com os próprios Estados Unidos. Sucede que os especialistas não enganam ninguém ou enganam quem quer ser enganado, está no seu direito. Agora, com nuances e com variações, esta cantilena da decadência americana já é muito anterior ao senhor Trump, já existe há décadas e não é preciso assinalar-se um aniversário mais ou menos redondo da independência para vir à superfície. Eu só no meu tempo de vida, que já é algum, assisti à mesma conversa durante os mandatos do Reagan, do Bush pai talvez um pouquinho menos, o homem passou mais despercebido, do Bush filho com certeza, até do Bill Clinton. E se recuarmos um pouco mais, a conversa andava por aí a propósito de Nixon e de Nixon para trás, os Estados Unidos aparentemente estão sempre perto da decadência e do colapso definitivo. E nisso os atuais especialistas são os genuínos herdeiros de inúmeros outros especialistas similares, que para obter legitimidade fingiam apreciar com uma saudade postiça uma América que já não existia para poder criticar à vontade a América que existia no tempo deles. A América boa, ou no mínimo tolerável, é sempre aquela que já não há. E se virmos bem, se calhar nunca houve, porque com exceções, a perspectiva da Europa sobre a América é há 250 anos fundada em sentimentos negativos. Primeiro, talvez a chacota e o desprezo, e depois o ressentimento e a inveja. Há uma enorme abundância de literatura acerca dos europeus que visitavam os Estados Unidos nas primeiras décadas de existência daquele país e voltavam horrorizados com a falta de sofisticação dos americanos, os quais, por acaso, eram normalmente e principalmente europeus como eles, mas eram europeus pouco sofisticados. Em 1851, isto aqui é um pequeno episódio, mas acho que tem alguma relevância. É um episódio que talvez marque a transição da relação com a Europa com a América. Houve em 1851 a grande exposição de Londres e os produtos americanos a exibir nessa exposição estiveram muito tempo parados sem poder ser exibidos, porque os custos de transporte e de logística dependiam de financiamento privado. E ficaram lá parados, já em Londres, à espera de serem montados. Não havia quem montasse aquilo, quem pagasse essa montagem, quem pagasse o transporte final dos tais produtos. E os jornais britânicos, na altura, gozaram o prato tanto quanto puderam e só deixaram de gozar quando finalmente os produtos foram exibidos. E em vez de uma série de artefatos estéticos, delicados e artísticos, os americanos decidiram mostrar a sua emergente capacidade de produção em massa. E o que a parcela americana da grande exposição de Londres mostrou foi uma enorme quantidade de artigos úteis e pragmáticos e que viriam a ter um peso determinante também na Europa nas décadas seguintes, na agricultura e em muitas outras áreas, na arquitetura, na engenharia. Aqueles produtos eram práticos e foram consequentes. E os europeus superiores começaram a desconfiar que se calhar aquela nação de semi selvagens e de brutos era para levar a sério. E confirmaram essa desconfiança depois na segunda metade do século XIX e ainda mais na primeira metade do século XX, quando a subalternidade europeia perante a América se tornou evidente, subalternidade militar, houve as duas guerras, subalternidade econômica, científica, cultural, por aí fora. E eu sei que estou a resumir demasiado, não há outra hipótese, mas o ressentimento vem daí, vem do fato de o Novo Mundo se ter transformado, o Novo Mundo, no caso dos Estados Unidos da América, se ter transformado num lugar mais rico, mais próspero, mais avançado e mais determinante que o Velho Mundo. Com todas as turbulências que inevitavelmente os Estados Unidos têm e têm tido desde a sua fundação, as contradições históricas, com tudo aquilo que podemos achar menos positivo, a América foi evoluindo e evoluiu até ser melhor, mais desejável e certamente mais interessante que a Europa. Interessante não quer dizer necessariamente mais bondosa ou mais pura, mas mais interessante, mais dinâmica. E não são os admiradores dos Estados Unidos a dizê-lo, são mesmo os seus críticos, são os representantes do antiamericanismo, que cheios de rancor e cheios do wishful thinking de assistir ao fim do império americano, a provar que só uma potência invejável pode ser alvo de tamanha inveja. Os pretextos, como no caso do senhor Trump, podem mudar, mas o antiamericanismo não muda e é sempre uma confissão de inveja, mas também de impotência e também de inferioridade. E dito isto, boa sorte para Portugal, acho que também que se dizer essas coisas.
Vai jogar daqui a pouco. Obrigado, Alberto. Um abraço e até amanhã.
Um grande abraço, Ricardo. Até amanhã.
Enquanto ao estado do tempo para amanhã, o calor vai continuar, mas as noites vão estar um pouco mais frescas, o que poderá ajudar a aliviar as consequências desta onda de calor. Ainda assim, para amanhã, há aviso laranja para os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro. Amarelo para Setúbal, Lisboa, Santarém, Leiria, Coimbra, Viseu e Vila Real. Agora, vamos à bola. O Portugal-Espanha é às 20h, em Dallas, no Texas. Um duelo ibérico para decidir quem passa aos quartos de final do Mundial. Portugal e Espanha já protagonizaram um clássico, são um clássico do futebol europeu. Já jogaram as duas seleções por 41 vezes. Esta será a 42ª, com vantagem para a Espanha, que tem 17 vitórias contra seis vitórias portuguesas. Mas vamos olhar para as fases finais de europeus e mundiais. As duas equipas aqui estão mais equilibradas. Já jogaram por cinco vezes, uma vitória para Portugal, três empates, que depois foram resolvidos por grandes penalidades, com vitória espanhola, e uma vitória para a Espanha. Hoje, uma das equipas vai vencer, outra vai perder. Não há possibilidade de empate. Vamos para o palco do jogo, onde está o Miguel Cordeiro, que está em Dallas, no Texas. Miguel, já falta uma hora e um quarto para o jogo. Como é que está o ambiente por aí?
Ricardo, vão-se encaminhando para o estádio as pessoas, os adeptos, sob forte calor. Temos dado conta disso mesmo. As filas que se registavam há cerca de duas horas já se dissiparam. Agora as pessoas já vão encaminhando-se para o estádio em marcha lenta. Junto ao estádio, há muitos vendedores. Vende-se tudo. Vende-se bandeiras, vendem-se fotografias dos jogadores, cascóis, cerveja, naturalmente, bebidas e também até algumas pessoas a espalhar a palavra de Deus e a distribuir panfletos ligados à religião. E mesmo em frente ao estádio de Dallas, há um dado curioso: está um gigantesco Walmart. Quem nos ouve certamente sabe do que estamos a falar. O Walmart é uma grande superfície comercial nos Estados Unidos da América. É uma espécie de supermercado que ao mesmo tempo tem lá dentro também uma loja de bricolage e uma loja de produtos desportivos e de campismo. Cabe tudo nesta grande superfície. E portanto, junto ao estádio, nos corredores, nas filas, a cerveja vende-se a $10 a lata. Aqui no Walmart vende-se a $10 a lata de meio litro. Aqui no Walmart vende-se a $3,80. E portanto, dá para perceber, muitos adeptos aqui à sombra a aproveitar também e a poupar um bocadinho, a comprar comida e bebida antes de entrarem no estádio, sendo que aqui a seção de comida, os produtos que se vão vendendo já prontos não são o frango assado habitualmente como em Portugal ou as sandes. Sim, há frango e sandes, mas há também muito frango frito. Cheira logo a fritadeira quando entramos.
Não há bifanas nem cochinos, Miguel.
Não há bifanas nem cochinos. Apesar de já termos falado aqui com alguns adeptos que estão a fazer churrascos junto ao estádio. Mas Ricardo, eu encontrei aqui uns adeptos espanhóis muito confiantes para o jogo, mas neste grupo está um adepto espanhol que tem uma camisola de Espanha com o número sete e estava-me a dizer que apesar de apoiar a Espanha, também não se importa nada que passe Portugal. Eu vou falar aqui um pouco em portunhol. Preferes Ronaldo ou Espanha?
Sinceramente, tenho o coração dividido, porque eu toda a vida segui o Cristiano. Para mim é o referente, um cara que se superou a si mesmo, que se criou a si mesmo, atleta, profissional como nenhum. E então se alguém tem que jogar a Espanha, que seja Portugal.
Ficas sempre contente hoje.
Sim, mas quero que ganhe a Espanha, mas se Portugal nos mete e nos vacina Cristiano, estará bem para mim.
Que nome dás a Cristiano? El Bicho?
El Bicho. El Chovi, eu digo, porque vivi seis anos em Panamá e aí você põe a última sílaba com a primeira, então você diz El Chovi ou El Bicho igualmente.
Crees que Cristiano Ronaldo vai marcar hoje?
Oxalá marque. Para mim seria um prazer que marcara, sempre que passe Espanha. Mas já te digo, te repito, que se passa Portugal e Cristiano faz um bom papel, para mim estará bem.
O que crês que vai ser o resultado?
Eu estou vendo uma injustiça da penúltima vez que enfrentaram Espanha e Portugal
Tengo el pálpito que pasa España. Pero ya te digo que no me importaría que pasara Portugal. Sinceramente.
Gracias. Obrigado.
E sigam Rádio Observador em Portugal.
Este adepto a falar para a Rádio Observador e a desejar também votos de sucesso para a nossa rádio, a dizer que tem o coração dividido. Não fica triste se passar Portugal, mas acredita que vai passar Espanha. Está com esse feeling, este adepto espanhol, que é também um fanático por Portugal, viajou de Madrid para estar aqui no Mundial e lá está. Estava aqui à sombra em frente ao Walmart, a beber uma cerveja com um grupo de adeptos espanhóis.
Já sabemos que aí é um bocadinho mais barato. Já vamos voltar a ti, Miguel, que estás em Dallas a acompanhar este jogo, este Portugal-Espanha. Em Lisboa, no Terreiro do Paço, está a Maria Ribeiro Nunes. Olá, Maria, ainda falta uma hora para o arranque do jogo. Está calor. Já há muita gente por aí ou não?
Boa tarde, Ricardo. Há muita gente por aqui e aqui também há bifanas. Estou melhor que o Miguel Correia.
Há bifanas, pronto.
Aqui há bifanas.
Não há frango frito.
Não há frango frito, há bifanas e há muito calor, como referias, mas o ambiente aqui no Terreiro do Paço já está a aquecer. Ainda é relativamente cedo, mas a Praça do Comércio já tem umas centenas de adeptos, o que é de destacar numa altura de muito calor e pouca sombra. Estão 32 graus aqui em Lisboa, mas nem este calor impede as pessoas de saírem de casa, do trabalho, vestidas de verde e encarnado para se juntarem a esta festa e passarem aqui a tarde e a noite. Mas dizia eu, o cenário já se começa a compor, muito longe daquilo que será a imagem final quando soar o apito inicial da partida. Falta aqui o teu buzeirão, Ricardo, para puxar pelos cânticos portugueses, mas estás na excelente companhia do ar condicionado dos estúdios da Rádio Observador.
Aqui está mais fresquinho.
Estás muito bem.
E já tenho aqui o Ricardo Loureiro também que está pronto para fazer o relato do jogo. Já está aqui a rever as notas. Desculpa, Maria, continua.
Esperamos aí. Dizer que há muitas bandeiras nacionais penduradas nos ombros, camisolas da seleção de diferentes gerações, algumas claramente mais antigas e fazem alusão a jogadores que já não representam a nossa seleção, mas que são sempre incontornáveis na história do futebol português, como Figo e Quaresma, e até há alguns adeptos mais criativos que fizeram questão de pintar a cara com as cores da bandeira nacional. É daquelas tardes em que Lisboa respira futebol, o ecrã gigante está pronto. Aguarda agora que centenas ou até mesmo milhares de pessoas se reúnam aqui para acompanhar o jogo. Devo referir também que há um reforço visível da segurança com presença policial distribuída pela Praça do Comércio, precisamente para garantir que tudo corre com tranquilidade. Curiosamente, também já se veem alguns adeptos espanhóis misturados aqui entre os portugueses. Há, naturalmente, uma grande rivalidade, mas para já impera o respeito, até porque é um daqueles jogos especiais. Portugal e Espanha conhecem-se bem, defrontaram-se inúmeras vezes ao longo da história e quando entram em campo, dificilmente há um claro favorito. Sabemos até pelas palavras de Cristiano Ronaldo na conferência de imprensa de ontem, em antevisão a este encontro, que Espanha é uma adversária difícil. Mas os adeptos acreditam que hoje pode ser uma noite para recordar e muito se fala na possibilidade de Portugal dar mais um passo rumo ao sonho de conquistar o Campeonato do Mundo. Mas igualmente confiantes estão os adeptos espanhóis. Vou conversar com um grupo de adeptos que veio de Cádiz. Muito boa tarde. Por que vieram ver o jogo a Portugal? Por que vieram a Portugal ver o jogo? Porque estão aqui em Portugal.
Sí, venimos de vacaciones. Fue una coincidencia el que se juntara un gran partido como Portugal y España aquí en el mundial. Fue una coincidencia.
Espanhóis de férias em Lisboa.
É verdade. Até ao apito inicial, ainda há tempo para os últimos prognósticos, para uma bebida fresca. Nós vamos continuar por aqui ao longo do dia a acompanhar a chegada de cada vez mais adeptos e perceber como cresce esta expectativa.
Maria Ribeiro Nunes no Terreiro do Paço, em Lisboa, e nas reportagens que tivemos até aqui, só vimos adeptos espanhóis. Vamos ver se o Miguel Pinheiro Correia, que está no Porto, consegue falar com adeptos portugueses. Miguel, o ambiente aí também está a ganhar ritmo, ritmo caliente para Portugal-Espanha.
Em bom português, um ritmo muito quente. Aqui também há bifanas, há cachorros e há panados, há tudo. E há muitos adeptos portugueses, naturalmente. Para já, ainda poucos adeptos espanhóis. Entretanto, até começar o jogo, devem começar a chegar mais. Para já, claramente, aqui os portugueses em maioria, como não poderia deixar de ser. A Praça Dom João I, onde eu estou, está a começar a compor. A maioria dos adeptos estão sentados no chão, trouxeram toalhas, com cervejas, água, a maioria cerveja, menos água, muita cerveja, muita comida. Havia ali há pouco um grupo de amigos que trouxe até uma arca congeladora, que está agora a aproveitar para sentar-se nessa arca congeladora. Mas além dos adeptos sentados no chão, há pelo menos aqui dois adeptos que estão sentados numa cadeira, ou seja, vieram preparados com tudo para este jogo.
Sim, viemos preparados para ver a nossa seleção a ganhar.
E a cadeira é por quê? Acha que o jogo se vai prolongar demasiado?
Eu creio que sim. Vamos aos penais, vamos ver.
Mas mesmo assim, dizia-me há pouco também que ainda não tinha vindo para aqui ver os jogos, na Praça Dom João I.
Primeira vez.
E por que decidiu ver neste jogo? É mais importante?
Hoje é mesmo, hoje tenho que estar aqui com força, com força toda.
E já vi que estava a dançar, estava aqui a bater palmas ao som da música. Se Portugal marcar, está pronta, pelo menos aí, para se levantar da cadeira?
Claro, para me levantar da cadeira para festejar os golos, sem dúvida.
E quanto é que acha que vai ficar? Já agora, disse-me que achava que ia haver prolongamento, não sei se tem prognósticos para o resultado.
Vai ficar 0x0. E depois no prolongamento, 2×1 para Portugal.
Muito bem, aqui a expectativa de uma adepta que está entusiasmada para este jogo e sentada a aproveitar também aqui a cadeira. Ouve aí esse prognóstico que já vinha estudado de casa e por isso também trouxe uma cadeira para se sentar e para ficar pela noite dentro. Isto também numa noite bem mais fria, ou noite ou final de tarde, bem mais frio do que os últimos. E os últimos jogos até foram bem mais tarde, mas estava calor ainda. Hoje, se o jogo for a prolongamento, se calhar é melhor quem ainda vier para a Praça Dom João I ou para a Avenida dos Aliados, onde também há um ecrã, é melhor se calhar vir com um casaquinho.
É melhor trazer um casaquinho de malha, não é?
É melhor. Se calhar de malha não é preciso.
Miguel, ainda vamos voltar ao Porto ao longo das próximas horas. Vamos, obviamente, transmitir o Portugal-Espanha em direto aqui na Rádio Observador. Vou regressar a Dallas, onde está o Miguel Cordeiro, que é o enviado especial da Rádio Observador a este mundial. E Miguel, explica-nos lá, esse estádio em Dallas é daqueles estádios gigantes onde cabem 80 ou 90 mil pessoas, tem ar-condicionado, explica-nos lá como é que vai ser.
É tudo gigante.
A fila para entrar tinha 800 metros.
Praticamente, uma das filas, a fila para a porta número dois, há pouco, três horas do início do jogo. Deixa-me descrever-te este estádio. Portanto, estamos no AT&T Stadium, que para o mundial foi batizado de Dallas Stadium, apesar de ficar em Arlington. É nos arredores, a cerca de 25 minutos do centro de Dallas. É um estádio gigantesco.
Não é mesmo na cidade.
Não, não é no coração da cidade. Aqui os estádios não ficam no coração como acontece em Lisboa. De facto, nós temos o estádio sempre no centro da cidade e muitas cidades da Europa têm, aqui fica fora, neste caso em Arlington. Agora, esse estádio é mesmo gigantesco. Normalmente acolhe cerca de 80 mil adeptos para jogos de futebol americano. Em concertos, fica acima dos 110 mil espectadores dentro do estádio. Para o mundial, porque houve algumas obras, algumas adaptações, também o relvado, e para garantir o conforto, a lotação máxima está na casa dos 70 mil adeptos. É um estádio climatizado, sim, muito fresco lá dentro. Já estivemos lá dentro ontem. Estamos todos à espera também de entrar, nós e os adeptos. E depois, há aqui um outro fator, tem um gigantesco ecrã, daqueles ecrãs como se vê também nos jogos da NBA com quatro ecrãs, um para cada uma das bancadas, mas é mesmo gigantesco. Isto está muito perto do relvado.
No centro?
Sim, no centro. A FIFA ainda tentou subir um pouco, mas a despesa era tão cara, era tão alta que disseram: “Vamos deixar assim”. Portanto, se os jogadores não podem chutar muito alto, ainda acertam nos ecrãs. É um estádio, de facto, gigantesco. À sua volta tem muitos parques de estacionamento e, por exemplo, as pessoas que vêm de TVDE têm que ficar muito longe, pelo menos a um quilómetro do estádio, e depois fazerem-se à estrada e andarem a pé.
Miguel, também não te atrasas, porque falta uma hora para o jogo e vais estar aí a acompanhar o jogo para a Rádio Observador. O Miguel Cordeiro, o enviado especial da Rádio Observador, do Observador ao Mundial dos Estados Unidos. Às 20h arranca o Portugal-Espanha, jogo com transmissão garantida aqui na Rádio Observador. Já daqui a pouco ainda vamos atualizar as notícias, às 19h.
O que acontece quando dois amigos cozinham boas conversas? No “Adivinha Quem Vem Jantar?”, a ementa mistura gastronomia, memórias e muita curiosidade. Com Pedro Benevides e Tomás Toscano, todas as sextas, depois das 20h, na Rádio Observador e nas plataformas de podcast. Este programa tem o apoio do Recheio. Então, está tudo?
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Desculpe, menina, sabe onde é o Milenium Festival ao Largo?
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Boa tarde a todos. Falta só o senhor Costa do terceiro esquerdo. Alguém sabe se ele vem à reunião?
O senhor Costa? Eu acho que ele se mudou.
Bolas!
Para uma moradia.
Bolas!
Com vista mar.
Bolas!
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Rádio Observador, são 18h59 em Portugal continental e na Madeira










