Certificados do Tesouro: taxa fixa com prazo de 10 anos
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Esta é a Boa Moeda, Má Moeda. Se calhar começamos pela má moeda, porque os combustíveis sobem outra vez.
Sobem outra vez esta semana. É verdade. Vão subir. O gasóleo aumenta três cêntimos, a gasolina um cêntimo. Vamos ter a gasolina simples 95 a andar na casa de 1,88 ou 1,89 por litro, enquanto o gasóleo anda na casa de 1,79, pertíssimo de 1,8. O petróleo anda agora nos $70, andou já pelos 72. É um sobe e desce, mas atenção que o petróleo ainda está acima dos níveis que estava antes da guerra, que andou ali na casa dos 62, 65. Portanto, ainda tem ali alguns dolarezinhos para perder até chegar lá. Vamos ver. É isso mesmo, é só uma das componentes, é a mais importante, mas é uma das componentes apenas que forma o preço dos combustíveis. Depois há uma série de produtos refinados de mercados internacionais que também entram no cálculo.
Entretanto, Paulo, o Estado lançou hoje um novo produto de poupança.
São certificados do Tesouro, não confundir, obviamente, com certificados de aforro. Já haviam os antigos certificados do Tesouro. A lógica é a mesma, no fundo é o Estado emitir títulos que as pessoas subscrevem, recebem um juro por isso. No fundo, quem subscreve está a financiar o Estado. Neste caso, os certificados do Tesouro têm taxas de juro fixas, ao contrário dos certificados de aforro, que têm uma taxa variável indexada em Euribor a três meses. Neste caso, à partida sabe-se logo quanto é que rendem e vão render entre 2,35% e 3,35. A taxa é crescente ao longo do prazo de 10 anos, no fundo para ir premiando as pessoas ou para ir retendo as pessoas para este período de 10 anos, e caracteriza-se de facto essencialmente por isso. A taxa de juro está fixa. Outra coisa que difere em relação aos certificados de aforro, há uma penalização de juro. Não se pode sair durante o primeiro ano. Saindo a partir do primeiro ano, perde-se o juro desse ano, depois da última contagem de juros. No fundo, o governo pretende aqui potenciar uma poupança a mais longo prazo. Quando nós fazemos as contas a todos os 10 anos, em função da taxa de juro crescente que foi fixada, isto fica com uma taxa de juro bruta média de 2,7% ao longo dos 10 anos, o que se nós descontarmos os impostos, fica com um juro líquido de 1,8% ao longo de uma década, ou seja, não dá para os gastos da inflação. Com a inflação ao nível dos 2, 3, 3 vírgula pouco que nós temos nos últimos anos.










