CIÊNCIA

Picas: "Não há distinção entre a minha música e o meu nome"


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Ao vivo, na Rádio Observador.
Priscilla, não tentes agradar a quem te quer ofuscar. Priscilla, não mudes o cabelo, já está bem como está. Priscilla, e se a sombra cresce e tu não cresces com ela? Priscilla, escondida no hotel e a vida à espera dela. Priscilla, não fiques na sombra de um homem que não te vê brilhar. Não há Elvis que valha. Deixar os teus sonhos para trás. Priscilla. Priscilla. Priscilla. Priscilla, pega no teu Cadillac e vai até à cidade. Priscilla, vai ao cinema sozinha, que estar só também faz parte. Mais vale só do que mal acompanhada. Tantas vezes choras sem nunca dizer nada. Não queres ser ninguém, só te queres sentir amada. Antes de dormir, só queres ser abraçada. Priscilla. Priscilla. Priscilla. Priscilla. Priscilla. Priscilla, pega no teu Cadillac e vai até à cidade. Priscilla, vai ao cinema sozinha, que estar só também faz parte.
“Priscilla” é uma das canções do disco de estreia da Picas. O disco chama-se “Vendavais” e a Picas é a convidada desta semana do “Ao Vivo” da Rádio Observador. Muito obrigado por teres vindo.
Obrigada eu, Nelson. Estou muito contente de estar aqui.
Muitos parabéns por este disco. Tenho gostado muito das canções deste disco. De resto, a outra que vamos ouvir no “Ao Vivo” já faz parte da playlist da Rádio Observador há algum tempo. Vamos lá conhecer um bocadinho melhor a Picas. Quem é a Picas? Quem é?
Olha, Picas é o meu nome artístico, mas na verdade também é o meu nome em casa e o meu nome com os meus amigos.
Podemos saber de onde veio, não?
Sim, é uma alcunha que me chamam desde criança e que é como se fosse o meu mote de pequena. Sempre me chamaram assim em casa e os meus amigos próximos acabaram por também me chamar assim. No fundo, eu também acho isso engraçado, porque eu na minha música falo mesmo sobre as minhas experiências pessoais.
É muito autoral e autobiográfico.
É muito autoral, exato, e autobiográfico. E então o que eu sinto é: não há tanta distinção. É o meu nome para os amigos, é o meu nome enquanto artista e faz-me sentido porque eu acho que sou a mesma pessoa.
Sabes, eu vou-te confessar uma coisa, uma das coisas que eu gostei quando comecei a ouvir as tuas canções, e de facto, na música nacional, estamos aqui num período de lançamento de muitas novas cantoras e compositoras. Há um boom de novas artistas na pop nacional. E eu acho que de alguma forma tu te distingues por causa disso, porque percebe-se que a coisa é mais autobiográfica. E depois também acho que há uma característica que se nota na tua música, em que ela é mais atrevida, ou que tu és mais atrevida do que alguns destes novos nomes da música nacional. Isso faz-te distinguir, e isso é bom.
Obrigada. Eu fico contente de ouvir esse feedback também, porque eu acho que também era um objetivo meu, porque eu sinto que isso faz parte da minha personalidade.
Porque tu és atrevida, Picas?
Opa, se calhar usava sinônimos, mas imagina.
Um amigo meu disse que tu és sexy na música e que há demasiadas meninas bem-comportadas na nova pop nacional.
Ah, não, mas ele disse que eu era sexy?
Sim.
Que a minha música era sexy. Ok, adoro. Eu acho que ainda ninguém me disse isso, mas eu adoro.
É uma estreia.
Adoro esse adjetivo para a minha música.
É um bocadinho sinônimo de atrevida, de atrevimento, não é?
Sim, e eu acho que há certas músicas em que realmente há uma tentativa de provocação em certos temas.
Isso nota-se, sim.
Mesmo, por exemplo, a “7 e 7 são 14”, é uma canção que apesar de parecer muito leviana e é uma canção divertida, que pega na
Na lenga lenga, na novidade.
Na lenga lenga que nós conhecemos do sete e sete são 14, coma sete, 21, tenho sete namorados, eu não gosto de nenhum. Mas ao mesmo tempo é um bocado provocadora, neste sentido em que eu acho que é também desafiar esta ideia de por que é errado namorar muito? Por que isso é considerado mau? Por que é considerado que é uma falha, especialmente para o lado da mulher? Então há coisas que têm um lado mais sexy, como tu disseste, ou provocador, que no fundo, também querem agitar as águas e fazer pensar um bocadinho sobre os papéis da mulher e sobre os papéis da mulher artista.
É engraçado teres chegado até aqui, vindo também de uma formação mais em jazz no Hot Club. Como é que se acaba nesta pop mais urbana e com mais beats, como se ouve no teu disco “Venda Vai”, tendo uma formação que é um bocadinho mais até clássica?
Quando tu queres estudar música, como é o meu caso, e aprender mais bases e teorias, até para compor, tu tens duas grandes escolas, que é ou vais para o clássico ou vais para o jazz. Eu adoro jazz, atenção. Eu gosto de vários estilos musicais e adoro jazz. Uma das minhas cantoras favoritas é a Billie Holiday, eu adoro. E por acaso, há letras muito sexy.
Verdade, ela era sexy, eu acho.
Sim, ela era. Por isso, se calhar, eu posso ter ido buscar algumas cantoras, por exemplo, certas músicas de jazz, “Why don’t you do right, like some other men do?” Estás a perceber? Esse tipo de sexiness, às vezes, de alguns temas de jazz, eu gosto muito. Mas respondendo à tua pergunta, eu adoro jazz, fui estudar porque gosto de jazz, mas eu sempre também tive muito aquela coisa que é desde adolescente eu ouvia imensas bandas de indie rock e cenas um bocado mais alternativas, que eu gostava imenso, ia aos festivais todos e gostava de ir a concertos de bandas que eu não conhecia, só para descobrir. E gostava imenso daquela cena de banda indie rock, indie pop. De facto, fui para a escola jazz, mas agora para fazer o meu projeto, sabia que ia ser uma mistura de várias influências e também gosto muito de certas coisas novas, mais recentes, de música eletrónica. Então eu acho que é assim, juntei um bocadinho de tudo que eu ouço, de tudo que eu estudei.
Nesse resultado final, nota-se o dedo do produtor. Creio que o John trabalhou contigo na produção destas canções. Como é que foi esse trabalho? E corrige-me se eu estiver errado, penso que tu também assumes, de alguma forma, a coprodução deste disco.
Não.
Ou esse foi um trabalho entregue ao John?
Eu estou sempre envolvida, eu estou sempre lá. E digo o que eu gosto e o que eu não gosto e mostro referências, mas eu, por exemplo, acho que não tenho conhecimentos suficientes de produção para dizer que posso ter feito alguma parte de coprodução. Como tenho muitas referências e gosto muito de ouvir música, sei sempre o que eu gosto e o que eu não gosto. Mas não, produção é totalmente do John e tem muito o dedo dele e uma estética dele muito própria também. Por isso, eu acho que nota-se também, quem se calhar já conheceu o trabalho dele, que tem aqui os pozinhos dele.
É engraçado teres dito há pouco que gostavas de bandas até do indie rock, porque eu gosto particularmente da canção que vamos ouvir daqui a pouco, na versão original que está no disco, aqui uma versão mais despida. Quem é que trazes contigo? Já agora recorda-me o nome do guitarrista que está contigo.
Christian Tavares.
O Christian Tavares, que é ótimo e que vai fazer, de facto, essa parte acústica numa canção que no seu original tem uma guitarra mais elétrica, o “És quem eu quero agora”. Isso nota-se nessa canção, particularmente. Parece que é uma canção de rock.
Sim, eu queria muito que essa canção tivesse as guitarras mais sujas.
Foi bem conseguido, nota-se.
Sim, e por acaso chamei, porque imagina, eu toco com músicos incríveis, mas a interpretação dos músicos é sempre diferente. E para isto eu queria alguém que tocasse mais sujo. E fui chamar um amigo meu que tem um projeto que eu gosto imenso, é dos meus melhores amigos e gosto imenso dele artisticamente, que se chama Bonança. E ele tem um projeto super indie tuga, indie português, muito bom. E ele toca guitarra e eu queria que fosse ele a gravar essas guitarras, porque eu queria mesmo uma guitarra mais suja, mais do indie e com essa personalidade.
E ficou bem patente isso, pelo menos nesta canção. Fala-me da ida ao Nossa Live. Estava aqui a confirmar a data em que vais estar no Coreto, creio, um dos palcos do Nossa Live. É dia 10 de julho. Como é que vai ser esse espetáculo? Quem é que te acompanha? Com que banda estás ao vivo? E já pensaste como é que as coisas podem correr? Um festival é sempre um ambiente diferente para se apresentar canções novas.
Sim. Olha, eu estou com uma banda incrível. Estou a tocar com o Christian Tavares, que me acompanha hoje, também com o Alex May na bateria, que na verdade está a produzir o meu próximo disco, que eu já estou a trabalhar no meu próximo disco.
Como assim o teu próximo disco?
O meu próximo disco que eu já estou a trabalhar em estúdio.
Ok.
Que já tenho várias canções e que estou a seguir ainda mais esta linha de ir para o indie pop.
Ok. 10 de julho, não percam o concerto de Nina.
Desculpa, eu não disse a terceira pessoa.
E quem é ele?
Que é o Zé Ganchinho no baixo.
Ok.
E o que eu posso dizer mais sobre o concerto é que-
É uma formação um bocado rock, não é?
É uma formação rock e nós decidimos que queríamos tocar 100% orgânico. Não vamos ter máquina.
Ok.
Porque queremos mesmo sentir essa coisa orgânica de banda e achamos que o ao live também era o sítio Especial para fazer isso e acho que estamos a fazer arranjos diferentes das canções ao vivo, que puxam ainda mais esse lado mais rock, mais festivaleiro e estou a adorar os ensaios, tem sido superdivertido. Acho que estou também supercontente com o resultado.
A não perder. 10 de julho, no NOS Alive, a apresentação de “Vendavais”, o disco de estreia da Picas, que está por cá no ao vivo desta semana da Rádio Observador, com Cristian Tavares. Disse bem? Cristian nos acompanha aqui também nesta atuação. “Quem Eu Quero Agora” é o tema que ela escolheu para fechar esta passagem pelo ao vivo. Ouçam este “Vendavais” e acompanhem a Picas nas suas redes sociais. Ela vai dando por lá novidades também dos próximos concertos, para além deste do Alive de que falamos hoje. Parabéns, Kikas, obrigado por teres vindo.
Muito obrigada, Ionel. Tantas caras, tantas ruas. São todas estranhas, só procuro uma. É meia-noite sem notícias tuas. Eu sei que disse pra te ires embora. Usei as palavras que mais te magoam. Queria magoar-te de volta, magoar-te de volta. Pedi desculpa, mas não me arrependo. Só me arrependo da demora. Pode não ser amor pra sempre, mas és quem eu quero agora. Pedi desculpa, mas não me arrependo. Não chegou a nossa hora. Pode não ser amor pra sempre, mas és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora. És quem. Eu agi mal e admito. Queria afastar-me, mas o que sinto não vai mudar, é como um vício. Agarra-me em silêncio e diz que me perdoas. Eu estou a tentar ser melhor pessoa. Ergo as minhas armas se estou insegura. Pedi desculpa, mas não me arrependo. Só me arrependo da demora. Pode não ser amor pra sempre, mas és quem eu quero agora. Pedi desculpa, mas não me arrependo. Não chegou a nossa hora. Pode não ser amor pra sempre, mas és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora. És quem. És quem, és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora. És quem, és quem eu quero agora.
Ao vivo, na Rádio Observador. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.

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